São Francisco, Baluarte da Comunidade Recado

São Francisco de Assis foi a novidade do Espírito Santo no século XIII quando a Igreja enfrentava um momento de muita tribulação. E como toda obra de Deus permanece, a vida desse santo tornou-se, até hoje, uma grande ação divina em favor da humanidade.

Quem nunca ouviu falar do pobre de Assis? Seja por seu amor à natureza, seja pelo amor a Deus – motivo de toda sua transformação. Mas além de deixar um rastro de santidade, uma Ordem religiosa, ele inspira muitas outras formas de vida pela autenticidade de sua entrega.

Por isso, vamos conversar sobre a vida dele, algumas características e as razões que o fizeram Baluarte da Comunidade Recado. 

Quem foi São Francisco

São Francisco de Assis era filho de um rico comerciante italiano. À época em que viveu, a nobreza se conquistava com batalhas, os cavaleiros eram reconhecidos e tinham muito prestígio; não diferente dos jovens do seu tempo, Francisco também queria fama.

Mas ele não sabia o que o esperava na batalha. Foi então para guerra a fim de tornar-se cavaleiro, porém adoeceu e foi preso. Nessa prisão nasceria a liberdade que o conduziria à presença de Deus.

Na prisão, alguém o presenteou com uma Bíblia; ele passou a ler e a ser visitado por Deus, logo sua vida não seria mais a mesma. Foi quando ouviu um voz que o questionou: 

“Francisco, o que é mais importante, servir ao Senhor ou servir ao servo? Servir ao Senhor, é claro – respondeu o jovem. Então, por que te alistas nas fileiras do servo? Senhor, o que quereis que eu faça? Volta a Assis e ali te será dito”, diz a Voz.

Logo, São Francisco volta para Assis. No entanto, seu coração já não se inquietava com a nobreza; ser rico e poderoso não era mais uma necessidade. O que houve com o jovem Francisco? Quem o havia tocado o coração tão profundamente?

São Francisco volta para a casa Paterna

Imagine essa cena: um jovem abandona tudo por causa de uma inspiração: fama, dinheiro, o nome da família, o conforto, os amigos, o status social, sonhos. Considera tudo nada diante do Bem que encontrou – Cristo Jesus.

De fato, diante desse comportamento de loucura para seus pais e os nobres de Assis, só havia uma resposta – algo aconteceu com esse jovem. Na verdade, uma pessoa só deixa algo muito valioso por causa do amor e foi isso que ele achou: o misterioso amor de Deus.

Mas como podemos descrever a experiência de amor que São Francisco viveu? A partir de três fatos: 

  1. A oração como escuta de Deus. Por dois momentos a voz de Deus deu destino a sua vida: quando estava na prisão (já citamos essa voz); e quando entrou na Capela de São Damião ao encontrar o Crucifixo que lhe disse: “Francisco, reconstrói a minha Igreja”. Isso significa que ele conversava com Deus e o ouvia intimamente.
  2. No seu encontro com o leproso. Havia muitos leprosos e eles eram expulsos da cidade, mas um dia São Francisco beijou suas mãos ensaguentadas. Isso simbolizava uma profunda conversão, uma vez que o leproso significava muitas coisas que ele repudiava. Só se muda a vida quando se abre para o Amor.
  3. Por fim, acolheu todos como irmãos – São Francisco experimentou a filiação e a fraternidade da Trindade – foi acolhido pelo Pai, amou o Filho e foi dócil ao Espírito Santo. Ele só podia tornar-se o irmão universal dos homens e das criaturas.

De forma que bastam essas três características para reconhecer a mudança que aconteceu na vida desse santo e, junto com tantas outras graças e provas que viveu, ele retornou à casa do Pai do Céu, a quem se entregou para sempre.

Inspiração para muitas comunidades

São Francisco não tinha a intenção de convencer ninguém, não pensava em ter seguidores, muito menos fundar uma Congregação, nem tão pouco ser santo. Ao contrário, muitas vezes exortou seus companheiros sobre suas limitações com frases que ficaram famosas, como:

“Sou o que sou diante de Deus e nada mais” ou “Irmão, não me chame de santo, porque eu ainda posso gerar uma criança”, sem falar de quando se jogou na roseira para penitenciar o corpo contra as tentações. Isso mostra o quanto ele era consciente de sua limitação.

Mas é exatamente isso que o Espírito de Deus precisa para começar uma obra: a total dependência de Deus. E São Francisco foi um homem do Espírito, totalmente dócil ao chamado de Deus. 

Ora, sua vida não foi de facilidades, o Evangelho era sua regra de vida e ele foi muito perseguido pela sua opção por Deus. No entanto, o testemunho que ele deixou foi tão autêntico e original que fez nascer várias famílias religiosas na Igreja. 

São Francisco escolhe os seus amigos…

Mesmo sem intenção alguma de fundar uma família religiosa, São Francisco é o pai espiritual de muitas vocações na Igreja, entre elas as Clarissas, o ramo feminino do franciscanismo fundado com a ajuda de Santa Clara de Assis.

Mas, atualmente, como fruto do Concílio Vaticano II, nasceram as Novas Comunidades trazendo para a Igreja a consagração de leigos, casais e sacerdotes, que evangelizam através de um carisma específico e contribuem com o anúncio do Reino em todo lugar.

Entre essas Novas Fundações, está a Comunidade Recado, nascida em Fortaleza-CE, em 1894. Entre tantas graças que a envolve está a presença de São Francisco de Assis como intercessor de suas vidas.

Dizem que os santos escolhem seus amigos e, realmente, a Comunidade Recado foi escolhida para testemunhar o louvor e a alegria, assim como São Francisco o fez; fazendo de Deus sua maior riqueza, amando a Igreja e os homens. 

Por isso, a Comunidade Recado, além de atualizar o Evangelho através da vida que abraça, transborda o louvor e a alegria de pertencer a Deus. E ninguém melhor que São Francisco para nos ajudar a ser fiel a esses propósitos todos os dias.

Assim, podemos também dizer: São Francisco, rogai por nós.

Conheça melhor a história de outra baluarte da comunidade Recado: Santa Teresinha

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Rezemos uns pelos outros

“A intercessão é uma oração de petição que nos conforma de perto com a oração de Jesus. É Ele o único intercessor junto do Pai em favor de todos os homens, em particular dos pecadores. Ele ‘pode salvar de maneira definitiva aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus, uma vez que está sempre vivo, para interceder por eles.” (Catecismo da Igreja Católica, 2634)

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