Santa Teresinha e a sua experiência missionária

Santa Teresinha transbordou a vida missionária sem sair do mosteiro, onde viveu por 9 anos. Isso é um sinal de que a missão é um dom do Espírito Santo colocado no coração de cada batizado(a) e não há obstáculos ou muros que impeçam que ela aconteça.

Mas o que é vida missionária e quem foi Santa Teresinha? Para responder, preparamos este post que une a paixão por Jesus e missão em um só lugar.

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O que a Igreja diz sobre a missão que Santa Teresinha viveu?

Antes de tudo, precisamos explicar o que é vida missionária e qual seu objetivo. O Papa João Paulo II nos diz claramente: 

“O Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito à livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem de Deus”.

Sendo assim, a Igreja tem a responsabilidade de anunciar este reino do qual falou o Papa, cujo conteúdo é a pessoa de Jesus Cristo e todo plano de salvação que Ele nos comunicou através de sua paixão, morte e ressurreição.

Logo, este anúncio do reino, que torna Cristo amado e conhecido, acontece através da vida missionária. Mas quem é a Igreja? São os templos? A doutrina? Os ritos? Tudo isso faz parte da Instituição, no entanto são as pessoas que anunciam o Evangelho.

De forma que a vida missionária acontece através da colaboração de cada batizado, família, sacerdote, religiosa(o), leigo, que livremente se associa a grupos ou pastorais; movimentos ou comunidades, paróquias e dioceses para testemunhar o amor de Deus pelas pessoas.

Portanto, o objetivo da missão é o anúncio de Jesus Cristo a todas as pessoas através da colaboração dos batizados e em comunhão com a Igreja, corpo místico de Cristo. E de diversas formas, em todos os tempos, essa missão aconteceu até chegar em nossa vida.

Mas quem foi Santa Teresinha?

Teresinha nasceu em Alençon (França), em janeiro de 1873. Sua família tinha ótimas condições financeiras e temiam a Deus. Foram nove filhos; quatro morreram crianças, ficando cinco mulheres que se tornaram freiras: Maria, Paulina, Leônia, Celina e Teresa.

Mas a vida de Santa Teresinha não foi uma chuva de rosas como ela desejou para as pessoas. Aos 4 anos, ela perdeu a mãe e isso causou muita tristeza na menina; além da ida das irmãs para o convento e a enfermidade de seu pai.

Porém, aos 10 anos, uma experiência com a imagem de Nossa Senhora mudou sua vida.

E assim ela relatou:  “[…] a imagem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca tinha visto nada semelhante. Seu rosto exalava uma bondade e ternura inefáveis […] todas as minhas penas se foram […] a Santíssima Virgem sorriu para mim […]”.

Então, Santa Teresinha descobriu sua vocação para a clausura e, após muitas tentativas, conseguiu a autorização do Papa Leão XIII para entrar no Mosteiro das Carmelitas, em Lisieux, com apenas 15 anos de idade.

A missão não tem portas!

Como uma freira que não saía do convento praticou a vida missionária? Na verdade, desde o momento em que Santa Teresinha entrou para a vida religiosa começou sua missão, porque ela dedicou-se a rezar pela conversão das almas e dos sacerdotes.

Além de trazer no coração um desejo ardente de ser missionária e anunciar o Evangelho aos cinco continentes, ela enfrentou muitas dificuldades de relacionamentos na vida religiosa. Porém, respondeu a esses desafios com gestos simples de amor e serviço.

E tudo se tornou missão para Santa Teresinha, até a tuberculose foi um meio de oferecer a Deus as dores pela salvação das almas. Mas foi o amor a Deus sua via espiritual, ou melhor, ela desenvolveu a Pequena via ou Infância espiritual – um caminho de abandono confiante nas mãos do Pai.

Sendo assim, Santa Teresinha transbordou a vida missionária através do seu relacionamento com Deus que serviu como um caminho espiritual para todas as pessoas que desejam amar a Deus através da simplicidade, confiança e abandono.

Santa Teresinha morreu no dia 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos; foi beatificada em 1923; canonizada por Pio XI em 1925 e, em 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II a proclamou doutora da Igreja; isso significa que o tudo que ela escreveu é válido para toda Igreja, em qualquer tempo e lugar. 

“No coração da Igreja, serei tudo, serei o amor” (Teresa de Lisieux)

Poucos dias antes de morrer, Santa Teresinha pronunciou essas palavras:

“Quero passar meu céu fazendo o bem sobre a terra” e ainda “agora vai começar minha missão…a missão de fazer o bom Deus amado como eu O amo!”.

Realmente, ela tornou-se uma mestra de oração e vida espiritual. Seus livros são lidos no mundo inteiro e o caminho da pequena via alcança os cristãos em qualquer estado de vida e vocação. 

Por fim, a vida de Santa Teresinha inspira outros à santidade; sua intercessão resgata almas e seu amor a Deus atrai outros ao mesmo caminho. Tudo isso é vida missionária que transborda constantemente na Igreja e através do testemunho que Teresinha deixou.

Que Santa Teresinha interceda para que também nós tenhamos sede de Deus e sede pela salvação das almas.

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Rezemos uns pelos outros

“A intercessão é uma oração de petição que nos conforma de perto com a oração de Jesus. É Ele o único intercessor junto do Pai em favor de todos os homens, em particular dos pecadores. Ele ‘pode salvar de maneira definitiva aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus, uma vez que está sempre vivo, para interceder por eles.” (Catecismo da Igreja Católica, 2634)

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