Você já encontrou o sentido da vida?

 

Viver é uma aventura fantástica, porque sempre descobrimos algo novo sobre nós, sobre o outro, sobre o universo. Mas será que sabemos qual o sentido da vida? Ela é feita apenas de dias que passam?

Algumas vezes ouvimos depoimentos de pessoas que conseguiram entregar sua existência a causas nobres. Ou então nos deparamos com alguém que abandonou sonhos e planos pessoais para se dedicar totalmente ao Evangelho! Qual será o sentido da vida para essas pessoas?

É a partir desses questionamentos que vamos encontrar possíveis respostas para uma pergunta que ressoa até hoje para a humanidade: qual o sentido da vida? É para falar sobre isso que nós preparamos este post para você!

Quando o sentido se confunde com consumismo

Em um mundo governado pelo poder, prazer e pelo possuir – três verbos que definem a ânsia da maioria das pessoas hoje – muitas vezes perdemos o sentido da vida. Isso porque tudo parece estar longe de ser alcançado, então nos frustramos e  perdemos o sabor pela vida.

As pessoas estão sempre correndo em busca do ter, do prazer e do poder! E elas nunca têm o suficiente. Não significa que estejam erradas, mas em algum momento elas perderem o sentido pelo qual correm todos os dias.

Neste sentido, nos alerta o Papa Francisco: “Para muitos, o sentido da vida parece ser, possuir, estar cheio de coisas. Uma ganância insaciável atravessa a história humana, chegando ao paradoxo de hoje em que alguns se banqueteiam lautamente enquanto muitos não têm pão para viver.”

Da mesma forma que buscam sem cessar algo que preencham suas vidas, ao mesmo tempo se sentem vazias e cansadas, porque o que sacia a humanidade não está em coisas.

Quando o sentido da vida se confunde com o “estrelismo”

A era da tecnologia, da comunicação e da globalização trouxe muitos benefícios. Entre eles, a derrubada de muros entre as nações. Não precisamos viajar para descobrir o que está acontecendo na Ucrânia ou saber sobre os perigos do derretimento das calotas na Antártida.

No entanto, as mídias sociais – um dos instrumentos da tecnologia – deixou a pessoa humana ainda mais em evidência. De tal forma que se ela não estiver nas “redes”, ela não existe. Ou se não houver postagens não há interação, se não houver curtidas, a estima não é a mesma. Logo, parece que a vida não acontece, não tem visibilidade.

Esse comportamento nos lança em um grande drama chamado “vazio existencial”, algo que tem afetado principalmente os jovens.

Contudo, não há problema no uso das redes quando o fim é lícito. Porém, quando a transformamos em um palco, corremos o risco de criar uma vida de estrela, de viver de aplausos ou de elogios.

Esse estrelismo criado pelo mundo virtual tem um preço alto: a superficialidade e o distanciamento de nós mesmos. Passamos a ser mais o que os outros desejam de nós, do que o que realmente somos. Essa evidência, muitas vezes exagerada, não nos esclarece sobre o sentido da vida.

E agora, qual o sentido da vida?

Segundo o dicionário, sentido é sinônimo de essência! Logo, podemos concluir que quem encontrou um sentido descobriu sua essência. Ainda que não tenha todas as respostas sobre seu destino, ou seja, aonde irá chegar, está à sua procura.

Além disso, o sentido relaciona-se com saber quem se é, e caminhar para alcançar metas a cada dia.

Neste sentido, pode parecer difícil descobrir o sentido da vida, mas não é. E existe um caminho ao nosso alcance. Se sentido diz respeito à essência, então essa não está fora do homem, mas dentro dele. Logo, a resposta para o sentido da vida está dentro do coração humano.

Santo Agostinho, em um de seus poemas, relata essa feliz descoberta:”Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova! Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava fora!” 

Ou seja, o Bispo de Hipona descobriu a resposta para o sentido da vida dentro de si mesmo. Ele ainda afirma: “Fizeste-nos, Senhor, para ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em ti”.

A inquietação é o primeiro sinal de que o coração humano deseja mais do que coisas, prazeres e posses. Deseja um encontro autêntico com quem, de fato, conheça sua essência.

Quando o sentido encontra o Sentido!

São Lucas nos conta que certo homem chamado Zaqueu, cobrador de impostos, de baixa estatura, estava em cima de uma árvore para ver quem era Jesus. De repente, Jesus levantou os olhos, viu Zaqueu e dialogou com ele “Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa.”

Imaginemos o impacto deste encontro! Zaqueu tinha um cargo (poder), dinheiro (posses) e gozava do prestígio dos Romanos (prazer). Ele não estava perdido, mas nada daquilo que fazia tinha mais sentido diante do encontro que ele fez com Cristo.

A resposta de Zaqueu a Jesus diz o valor que aquela visita significou para ele: “Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo”. Ele resinificou sua vida. Fez o encontro mais importante de todos.

No rastro de Zaqueu, de Santo Agostinho, de Santa Terezinha, de São Francisco seguem muitos homens e mulheres que descobriram o sentido de suas vidas a partir do olhar de Cristo Jesus.

Um olhar diferente porque nos vê por dentro como ninguém jamais nos viu e nos ensina.

O Papa Francisco nos diz que “não são os bens que alimentam a vida, mas o amor; não a voracidade, mas a caridade; não a abundância ostentada, mas a simplicidade que devemos preservar.”

A palavra que o Senhor dirigiu a Zaqueu permanece para cada um de nós: “desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa”. Se o lugar do encontro conosco e com Deus é a casa do coração, então corramos para abri-la.

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