Nossa Senhora das Graças a mestra do louvor

O louvor é próprio de quem ama. Imagine, agora, quanto amor tem uma mãe por seu filho! E ainda mais: quanto amor a Virgem Maria trazia em seu coração por Jesus, seu filho e salvador da humanidade. 

Por isso, o Magnificat não é apenas um canto de gratidão pela escolha divina, mas um hino de louvor que relembra a história de amor de Deus por Seu povo.

Portanto, neste post, vamos aprender com a Senhora das Graças o caminho do louvor e do discipulado. Ela, como mestra, nos ensina com sua vida.

Quando começou o louvor a Nossa Senhora das Graças

Em primeiro lugar, Nossa Senhora das Graças é um dos títulos mais conhecidos na Igreja.

Mas você sabe onde começou essa devoção? Vamos até o século XIX (1806) conhecer uma criança chamada Catarina Labouré, nascida na França, que perdeu sua mãe aos 9 anos.

O louvor à providência acontece também nas dores da vida, porque, quando ficou órfã, Catarina abraçou a imagem de Nossa Senhora e disse:  “Agora vós sereis minha Mãe” e a Virgem, como sempre afetuosa, não deixou sua filha sozinha.

Mas Catarina cresceu e a história conta que certa vez ela sonhou com um idoso que dizia:

“Deus tem desígnios sobre ti…”

Para sua surpresa, e louvor a Deus, aos 18 anos, quando visitava o convento das Filhas da Caridade, viu a Imagem de São Vicente de Paulo, fundador da congregação, o idoso do seu sonho, e ali decide seguir a vida religiosa.

Então começa a história de Catarina de Labouré e Nossa Senhora das Graças. Através aparições, a Virgem Santa alertava Catarina sobre as dificuldades do mundo, a necessidade da oração e pediu que ela produzisse uma medalha milagrosa.

O louvor ao Filho pelas graças recebidas

Foram várias as aparições de Nossa Senhora à Santa Catarina de Labouré de forma que a moça teve a perfeita descrição da Virgem Maria. Assim ela conta que a Senhora se apresentou com as mãos abertas e os braços estendidos em direção à humanidade.

E saiam tantos raios de suas mãos, que ela não podia levantar os braços em louvor. E a Senhora dizia:

“Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que me pedem. Os raios mais espessos correspondem às graças que as pessoas se recordam de pedir. 

Os raios mais finos correspondem às graças que as pessoas não se lembram de pedir. Tenho muitas e muitas graças para dar à humanidade, mas as pessoas não mas pedem.”

Com essa aparição da Virgem reconhecida pela Igreja, nascia a devoção a Nossa Senhora das Graças como também a medalha que ela pediu a Catarina que é conhecida como a medalha milagrosa, e aqueles que a usam recebem grandes graças.

E o louvor a Deus pela intercessão da Virgem das Graças cresceu no mundo inteiro até hoje; muitos milagres acontecem e o reino de Deus se torna conhecido e amado por muitos.

Fazei tudo o que Ele vos disser…

Não há dúvida de que Nossa Senhora foi escolhida por Deus como grande intercessora em favor da humanidade. De Nazaré até Aparecida, Fátima ou Lourdes, ela está sempre de prontidão para nos ensinar os caminhos de seu Filho.

Realmente, temos em Nossa Senhora um modelo de mestra espiritual; ela nos ensina a entrar na escola de Jesus e sermos seus discípulos; sem falar em sua humildade quando sai de cena nas bodas de caná e diz: “Fazei tudo o que ele vos disser…” (cf. Jo 2).

E entre tantas virtudes que a santa Virgem nos ensina está o louvor como arma de vitória sobre todos os males que oprimem a vida e a história das pessoas. De fato, o louvor é a melhor escolha do coração que coloca Deus no centro de tudo.

Portanto, façamos, antes de qualquer súplica, louvores a Deus, porque quem louva, eleva a Deus sua alma e submete todas as situações da vida ao senhorio de Jesus de forma livre e confiante. 

Há graças que nunca foram pedidas!

Uma das revelações de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina foi que suas mãos estão cheias de graças que nunca foram suplicadas por seus filhos. Então, que tal pedir a sua agora?!

Oração a Nossa Senhora das Graças:

“Sim, ó Virgem Santa, não esqueçais as tristezas desta terra; lançai um olhar de vontade aos que estão no sofrimento, aos que não cessam de provar o cálice das amarguras da vida.

Tende piedade dos que se amam e que estão separados pela discórdia, pela doença, pelo cárcere, exílio ou morte. Tende piedade dos que choram, dos que suplicam, e dai a todos o conforto, a esperança e a paz! 

Tende piedade também de mim e atendei, pois, a minha humilde súplica (faça seu pedido) e alcançai-me as graças que agora fervorosamente vos peço por intermédio de vossa santa Medalha Milagrosa! Amém.”

Conheça também o que disse Nossa Senhora em Fátima

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