5 coisas sobre a história da música que tem tudo a ver com a Igreja Católica

Você sabia que a história da música traz importantes contribuições da Igreja Católica? Neste texto, vamos conhecer cinco aspectos sobre o assunto!

Quem nunca se encantou com a beleza de uma canção, seja pela melodia ou mesmo pela letra que tocou o coração?! De fato, a música traz essa característica especial por ser uma das formas mais belas de expressar sentimentos e experiências. Contudo, você sabia que a história da música traz importantes contribuições da Igreja Católica? Neste texto, vamos conhecer cinco aspectos que dizem respeito a esse assunto.

Mas, antes, convidamos você a dar o play na canção a seguir. Esperamos que com a ajuda dessa música – um cântico gregoriano – você possa enriquecer ainda mais sua experiência de leitura e de aprendizado.

1 – A criação das partituras e a estruturação das harmonias musicais

Qual a data da primeira partitura? Não sabemos ao certo, mas podemos dizer que as partituras foram criadas pela Igreja Católica. Contudo, isso aconteceu na Idade Média.

Nesse período,  a Igreja sentiu a necessidade de sistematizar e propagar o ensino musical entre os conventos e mosteiros. Por isso, ao falarmos sobre a história da música, não podemos deixar de mencionar essa importantíssima contribuição.

Por exemplo, as notas musicais, como as conhecemos hoje, foram criadas por um monge italiano chamado Guido de Arezzo. 

Os cantores de sua época tinham dificuldade de lembrar as músicas. Por esse motivo, Arezzo resolveu desenvolver um modelo que ilustrasse cada parte da canção, tornando acessível de modo visual a harmonia, a melodia e o ritmo de cada canto. Esse projeto, Arezzo realizou quando trabalhava na cidade de Pomposa, no final do século X.

Vale destacar que as notas musicais são fundamentais para a composição da harmonia de uma canção. É a partir da articulação das notas que a melodia de uma música nasce. 

As notas musicais utilizadas são: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Contudo, em inglês e em alemão, é diferente. Em vez dos monossílabos, são usadas letras do alfabeto. Elas fazem a seguinte correspondência: A = Lá, B = Si, C = Dó, D = Ré, E = Mi, F = Fá e G = Sol ou H = Sol.

Foto: Pixabay

2 – As notas musicais surgiram a partir de um cântico a São João Batista

Ainda sobre as notas musicais, criadas por Guido de Arezzo, pode-se dizer que elas surgiram a partir de um cântico a São João Batista. 

Isso porque, quando Arezzo foi escrever as notas, usou como base o Hino a São João Batista, uma canção muito popular em sua época e, por isso, de fácil memorização. Inicialmente, as notas musicais eram Ut, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Contudo, no século XVII, o Ut, por ser difícil de ler, foi substituído pelo Dó.

Precisamos ressaltar ainda que o “Dó-Ré-Mi” não é universal. Em alguns países, como na Coreia do Sul, outro sistema é utilizado. Lá, eles usam o chongganbo, modelo que leva em consideração o timbre e a duração de cada nota para quem vai cantar. 

No mundo, existem algumas tentativas de simplificar a leitura das partituras. Contudo, músicos e estudiosos, apesar de consideraram a iniciativa válida, acreditam que o sistema tradicional ainda é o mais completo, pois ajuda a ler além de canções da música erudita, canto gregoriano até a música atual.

Foto: Pixabay

3 – O canto gregoriano foi composto por um papa

Composto pelo papa Gregório, por isso, o canto gregoriano,  é fruto de uma seleção, compilação e sistematização do pontífice. Ele fez isso a partir de diversos cantos eclesiásticos de diferentes liturgias ocidentais espalhados pela Europa. Seu objetivo era unificar todos para que pudessem ser utilizados durante as celebrações eucarísticas.

O auge do canto gregoriano aconteceu na Idade Média, pois muitas igrejas e mosteiros passaram a adotá-los nas celebrações. Inclusive, a música que sugerimos escutar na leitura deste texto tem como objetivo favorecer a experiência de oração, meditação, concentração. De fato, o canto gregoriano ajuda a voltar o nosso coração para aquilo que é sagrado.

De forma simples, podemos dizer que o canto gregoriano é um tipo de música erudita monofônica, ou seja, realizada por um único som geralmente produzido por um coro. Palavras bíblicas acompanham a melodia e, segundo especialistas, o único instrumento que pode ser tocado durante o canto gregoriano é o órgão. Mas nem sempre é necessário, pois o foco desse canto litúrgico está na voz.

Foto: Pixabay

4 – Os cantos da liturgia foram marcantes ao longo dos séculos

Ao longo da história da Igreja, podemos perceber que os cantos da liturgia sempre estiveram presentes. Inclusive, nas Sagradas Escrituras, há registros da importância da música. 

Por exemplo, Davi é o personagem bíblico que mais pode nos ajudar a contemplar a presença da música na Palavra de Deus. Além dele, temos o Magnificat de Nossa Senhora que, apesar de na época não ter sido cantado, hoje é quase impossível lê-lo sem nos lembrar de uma das suas mais belas melodias.

Atualmente, muitas são as expressões musicais produzidas por movimentos, comunidades e paróquias para serem cantadas durante as celebrações eucarísticas. Todas trazem a beleza do canto litúrgico e ainda, de forma leve e profunda, a expressão de cada identidade vocacional, ou mesmo pastoral, do grupo que as produz. 

Os cantos da liturgia fazem parte da história da música porque a partir deles diferentes gêneros e estilos foram desenvolvidos.

Foto: Pixabay

5 – Grandes nomes da música erudita foram católicos fervorosos

Beethoven (1770 – 1827 ) é um dos grandes músicos que estudaram e produziram música erudita cristã. Segundo biógrafos do artista, ele foi batizado e criado em uma família católica alemã. Entre os seus trabalhos, estão duas missas, a “Missa em Dó” (1807) e a Missa Solemnis (1824), além de uma composição sobre Cristo no Monte das Oliveiras, em que é retratada a agonia de Jesus no Jardim do Getsêmani.

Outro artista que traz fortes influências católicas é Mozart (1756 – 1791). Foi criado em uma família que tinha como valor a fé cristã. Seu pai, Leopold, certa vez interrompeu uma de suas viagens para convencer um homem a voltar à fé católica. Gostava de colecionar relíquias de santos e enviava cartas para o filho falando sobre a salvação. Mozart expressa essa boa influência nas missas que escreveu.

Foto: Pixabay


Se você quer aprender mais sobre a história da música e sobre outros temas relacionados à arte de modo geral, então, acompanhe todos os conteúdos do nosso site. Queremos oferecer a você o melhor da formação para artistas católicos em um só lugar.

– Referências:

https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/canto-gregoriano-cultura-medieval.htm

http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/599726-o-quao-catolico-foi-beethoven 

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This Post Has One Comment

  1. Ligia Ponte

    Estou encantada com o material tão rico que a Comunidade Recado me favoreceu. Canto e toco em Missas há 30 anos e sinto grande alegria em prestar esse serviço ao Senhor. Para mim, é um constante louvor a Deus. Sinto satisfacao em escolher as músicas de acordo com a liturgia para cada semana, como tambem de aprender novas canções e essa Comunidade tem me ajudado com lindas canções. Muito obrigada!

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