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Saiba tudo que aconteceu no Festival Art et Foi

Saiba tudo que aconteceu no Festival Art et Foi

FESTIVAL ART ET FOI 2016

                Há três semanas nós vivemos na Missão Recado Toulon – FR o Festival Art et Foi (Festival Arte e Fé).  Este Festival nasceu do desejo de reunir artistas em um evento que pudesse ser ao mesmo tempo motivo de encontro, partilha e evangelização com e pela arte. Hoje esse evento é realizado em três igrejas do centro da cidade de Toulon: Catedral, Igreja Saint-Louis (São Luiz) e Capela dos padres Maristas, fazendo, assim, com que o festival ganhe uma amplitude e uma importância cada vez maior no seio da nossa diocese.

                Em 2016 nós realizamos a terceira edição desse Festival que se tornou o evento mais importante da missão Recado Toulon. Contamos com a participação de dez artistas plásticos que encheram a Igreja Saint-Louis (São Luiz) com uma bela exposição de quadros baseados na temática da encíclica Laudato-Si do nosso querido Papa Francisco. Esta encíclica aborda o assunto sempre atual das questões ecológicas reconhecendo a terra como uma mãe à qual nós devemos cuidado e respeito. Contamos ainda com uma bela exposição de Ícones de duração de vinte dias que foi organizada na Capela dos padres Maristas.

                Dentro da programação nós tivemos também quatros shows musicais: um concerto de cantos gregorianos; um concerto de canto lírico; um show do cantor Grégory Turpin, que foi sem dúvida um dos momentos mais fortes da edição desse ano. Grégory Turpin é um jovem cantor católico que dedica a sua vida na evangelização pela música tanto em shows como em projetos sociais que auxiliam jovens na recuperação do vício das drogas e do alcoolismo. Outro momento forte dessa edição foi o show da cantora Vera que reproduziu músicas autorais que contam a história de sua conversão e de sua luta para ser fiel ao chamado de Deus na sua vida. Outro concerto que arrancou muitos aplausos do público que preenchia a Catedral de Toulon num domingo a tarde foi o concerto do Coral com a “ Misa Criola” baseado no ordinário de uma missa espanhola.

                Outro momento que deixou muitos olhos marejados de emoção foi o espetáculo teatral Soeur Emmanuelle (Irmã Emanuelle). Um monólogo da atriz Françoise Thuriès que conta a história da irmã Emanuelle, uma religiosa francesa que teve uma opção de vida muito semelhante de escolha de Madre Teresa de Calcutá no cuidado dos pobres e no se fazer pobre com os pobres. Esse espetáculo foi particularmente muito forte por se tratar de uma peça que traz em seu título o nome confissões, ou seja, ele apresenta a religiosa em seu momento de conversão e descoberta vocacional até suas crises e suas dificuldades mais profundas no seguimento fiel à sua vocação sempre escolhendo, no entanto, permanecer naquilo que ela entendia como vontade de Deus para sua vida.

                Tivemos ainda nessa mesma edição uma mesa redonda que discutiu a relação entre a arte e a fé com a presença  do bispo local Dom Dominique Rey, do artista plástico Robert Faure e do vereador Yann Tainguy responsável pela cultura na cidade de Toulon. E ainda tivemos um recital de órgão, uma conferência sobre leitura de quadros e outra sobre histórias em quadrinhos com o desenhista Brunnor que elabora quadrinhos com o objetivo de levar Deus para as pessoas; e ainda ateliers artísticos; um espetáculo de canto lírico e dança contemporânea e um recital de piano com a virgem consagrada Mireille Nègre, que sendo primeira dançarina do Ópera de Paris decidiu entregar sua vida e sua arte à Deus após uma conversão radical.

                Não podemos deixar de mencionar a Missa dos Artistas que é em todos os anos presidida pelo bispo da diocese, Dom Dominique Rey. Este, sem dúvida, foi o  momento mais importante desse Festival pois cada artista é convidado a louvar e a bendizer a Deus pelo seu dom e renovar, assim, a oferta da sua vida e da sua arte.

                Nesses vintes dias de Festival pudemos contar com a participação de mais de 1.000 mil pessoas            que foram, sem dúvida, tocadas pela beleza de Deus que se manifestou pelos dons artísticos de tantos irmãos que fizeram de suas vidas verdadeiras obras de arte. Agora é o tempo de parar refletir como podemos crescer cada vez mais para alcançar os “corações endurecidos de muitos irmãos que  foram aprisionados nos encantos da arte pela arte.” (RVR). E que venha o Festival Art et Foi 2017!!!

 

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