Você tem investido no seu dom musical?

Você tem investido no seu dom musical?

"Nós, músicos, precisamos sempre buscar tornar real e concreto uma das definições mais usadas para a palavra música que é: “a arte de combinar os sons de modo agradável aos ouvidos.”

"Ele depositou em nós uma centelha do seu próprio Ser artista...”

 “Não serão somente conhecimentos técnicos que farão a nossa arte equiparar-se ou até mesmo superar a arte secular, mas, principalmente, a descoberta e a vivência deste “novo” que existe no coração do Pai criador.” (Regras de Vida Recado).

É desafiador quando nos deparamos com tamanha responsabilidade e até mesmo assustador às vezes, mas precisamos ter confiança naquele que nos escolheu e depositou em nós uma centelha do seu próprio Ser artista. Deus, que é o Artista dos artistas. Falando especificamente um pouco sobre a música - nós, músicos, precisamos sempre buscar tornar real e concreto uma das definições mais usadas para a palavra música que é: “a arte de combinar os sons de modo agradável aos ouvidos.”

Para isso é necessário estudo teórico, técnico, prático, bom gosto, sentimento, unção (de forma especial aos artistas consagrados ao serviço de Deus) e etc. Mas quero me deter em um ponto fundamental para executarmos bem a música: a importância de se quebrar os preconceitos e passar a ouvir vários estilos, desde rock popular ao samba e os estilos brasileiros em geral como: baião, vanerão, guarânia... E, outros estilos: erudito, jazz, blues, country e etc.

Claro que, como qualquer pessoa, temos um gosto, um estilo preferido, e, isso é natural e saudável, mas, como músicos profissionais ou que buscam se profissionalizar, torna-se necessário a busca de novas fontes e outros estilos. Dentro desse ponto ainda, é importante (principalmente aos instrumentistas) ouvir e assimilar não somente o seu instrumento específico, mas, procurar ouvir, assimilar, entender a sua função, para que a execução das músicas ocorra de forma harmoniosa, pois um completa o outro.

Aos que tocam em banda ou ministério é preciso ter muito discernimento, humildade e bom gosto para saber quando o seu instrumento precisa ter um maior destaque ou quando o instrumento do outro será mais destacado, sempre agindo com profissionalismo, por isso, repito: envolve humildade, sabedoria e discernimento.

Agindo dessa forma não podemos nos esquecer da criatividade. Deus nos deu esse dom para ser usado, por isso, sejamos criativos, ousados, sempre com bom gosto e unção para que, descobrindo e vivendo o “novo” que está no coração de Deus Pai, a nossa arte (música) possa honrá-Lo e glorificá-Lo através de uma arte tão ou superior à arte secular.

É bom deixar claro também que aos escutarmos alguma música, precisamos filtrar aquilo que é “melhor”, mais agradável de ouvir, e aí não tem como não entrar o nosso gosto pessoal, isso é normal. Por outro lado, no momento de colocar em prática determinada frase, melodia, convenção, acorde que ouvimos e achamos belo e que encaixa direitinho na música que estamos trabalhando junto com nossos companheiros de trabalho, é preciso ter consciência que nossas idéias podem ser ou não aceitas, por uma questão de precisar optar sempre pelo bem do grupo. Sobre isso, certo dia, ouvi num programa de TV em que um dos integrantes da conceituada banda Roupa Nova disse: “Nós fazemos aquilo que vemos e achamos ser melhor para o Roupa Nova.” Muito mais os músicos a serviço do Reino precisam ter esse pensamento, fazer aquilo que vai ficar melhor para o grupo, para o ministério.

Ao executar suas novas idéias não se preocupe tanto com resultados, mas, sim com a qualidade. Procure fazer com amor, dedicação e responsabilidade, os resultados serão consequência.

Finalizando, a idéia é: não copiar, mas unir o que você ouviu, com o seu jeito de tocar ou cantar. Deixar a sua individualidade musical agir diante das informações que você ouviu e adquiriu. Deus seja louvado por tão precioso dom, que Ele nos abençoe cada vez mais, torne-nos fiéis ao talento que Ele mesmo nos deu e que possamos assim sempre produzir frutos.

    “Na filosofia grega aquilo que é belo está intimamente ligado àquilo que é bom.” (Pe. Fábio de Melo)

 

Por: Humberto Bento Dias - Membro da Comunidade Recado

 

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