Você já parou pra pensar que Jesus cantava?

Você já parou pra pensar que Jesus cantava?

Deixamos aqui mais um trecho do livro: "A Arte de Louvar". Agora especialmente aos cantores!

O Evangelho de Mateus, no capítulo 26, versículo 30 diz: “Depois do canto dos Salmos, dirigiram-se eles para o Monte das Oliveiras”. Como bom judeu que foi, Jesus cantava! É próprio do judeu cantar! Mas o interessante aqui foi o momento que Jesus escolheu para fazer isso: alguns instantes antes de ser negado, algumas horas antes de ser traído, abandonado e morto. Jesus sabia o que ia sofrer, o que lhe aguardava. E o que Ele fez? Cantou, louvou a Deus.

Quando me deparei com esse trecho do Evangelho, comecei a imaginar Jesus andando e cantando. Pensei: porque Jesus cantou? Imediatamente lembrei-me de duas frases de Santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem ama” e “Quem canta reza duas vezes”.

Isso mesmo! Jesus cantou porque amava. Amava o Pai e seus desígnios, amava toda a humanidade por quem brevemente Ele daria a vida. Sim! Jesus cantou e rezou! Rezou e cantou! Rezou por si, para que sua humanidade não sucumbisse diante da dor que sofreria; rezou por mim, por você, por todos aqueles que iriam ser atingidos pelo seu sim à cruz! Rezou porque amava, amava porque rezava!

Jesus cantou porque não pôs os olhos em si, na sua dor, no que iria sofrer, mas cantou porque seus olhos estavam fixos em Deus, na vontade do Pai, no desígnio eterno da salvação de todos nós!

Continuei meditando sobre esse ato de cantar de Jesus e senti o desejo de partilhar com alguns músicos católicos. Perguntei a dois deles: o que significa a música para você? Um deles me respondeu: “Sempre que toco, tenho duas experiências muito fortes. A primeira delas é que quando toco sou cada vez mais eu mesmo! A segunda éque a música me faz experimentar sempre o sentimento de festa, de alegria. Quando o Pai das misericórdias acolheu o Filho pródigo, o que Ele fez? Uma grande festa com músicas e dança. É isso pra mim a música: ser quem eu sou, e alegria, festa por ser de Deus”.

Ao ouvir essa partilha, imediatamente senti como se Jesus fosse esse músico. Jesus cantou, louvou, porque aquilo fazia Ele ser quem mais Ele era: o Filho de Deus! O Salvador! O Redentor! A música fazia, faz e pode nos fazer ser cada vez mais “um” com Deus, apaixonados por Ele, determinados em fazer a Sua santa vontade!

Jesus cantou porque, apesar do sofrimento que ia viver, Ele olhava além da sua dor. Jesus cantou a felicidade de estar aderindo livre e perfeitamente ao plano do Pai. Não havia motivos para tristeza, pois o Pai ia ser glorificado.

O outro músico fez a seguinte partilha: “Hoje tive a experiência de tocar e ficar vazio do mundo, dos problemas, das dificuldades. Foi como se o instrumento fosse uma parte de mim. Sinto que tenho que tocar todos os dias. É como um buscar a Deus diariamente. Se não toco o instrumento que Deus me deu o dom para tocar, é como se eu me afastasse do louvor a Deus.

O instrumento me completa, me liberta e me faz ser eu mesmo, sem restrições entre o que sou e aquilo que o mundo pensa. Quanto toco, me expresso, me liberto daquilo que talvez nem eu entenda que passa dentro de mim. Só sei que a música me liberta”.

Jesus cantou porque a música lhe fazia estar mais próximo de Deus! A música lhe fazia estar mais vazio de si mesmo e, assim, expressar o seu ser diante da presença de Deus! Jesus cantou porque era isso que Deus desejava dEle. Jesus cantou porque sua vida era inteira de Deus! Jesus cantou porque Ele queria ser “o próprio canto que deveria cantar”!

No momento de maior dor na sua vida, Jesus, mais uma vez, voltou o seu olhar, sua mente e o seu coração para Deus. E o instrumento que Ele utilizou foi o canto, através do Saltério. Que bela lição Jesus nos dá! No momento de nossas maiores angústias, devemos louvar, cantar, porque em todas as circunstâncias Deus é digno do nosso louvor!

Essa é a primeira lição que Jesus nos dá: louvar, mesmo na angústia. A palavra grega que aparece em Mateus 26,30 é a palavra himneo, que significa: cantar hinos ou cantar louvores. É a mesma palavra que aparece em Atos 16,25, quando Paulo e Silas, na prisão em Filipos, a despeito de grande aflição, oravam e cantavam a Deus. Jesus sabia que, dentro de algumas horas, seria torturado e morto, e, mesmo assim, louvou a Deus. Sabia que sua morte estava próxima, mas louvou a Deus (Mt 26,30). Jesus sabia que Judas iria traí-lo, mas louvou a Deus (Mt 26,20-21).

A segunda lição que Jesus nos dá é a de colocarmos sempre Deus no centro de tudo! Jesus não olhou para Si, para o que ia padecer, todavia, olhou para Deus e, no momento em que louvou, permitiu que Deus tomasse o comando da situação.

Fonte: TOZADORE, H.; CARVALHO, L. A Arte de Louvar. p. 40-42. 2016

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