Unir nossos sofrimentos à Cruz de Jesus também é louvor!

Unir nossos sofrimentos à Cruz de Jesus também é louvor!

O Livro "A Arte de Louvar" vem nos trazer um assunto que talvez seja novo para muitas pessoas: A cruz do nosso sofrimento unida à Cruz de Cristo na Santa Missa é o maior louvor que podemos dar a Deus! Sim! Isso chama-se 'Sacrifício de Louvor'.

A Liturgia é o louvor da Igreja

O maior sacrifício de louvor, para nós, católicos, dá-se na celebração da Missa, porque ali o Sacrifício de Cristo na cruz se renova. No Sacramentário, conhecido como Leonino, assim está escrito: “Todas as vezes que se celebra a memória deste Sacrifício, renova-se a obra da nossa redenção”. E afirma o bispo americano Dom Fulton Sheen, reconhecido pela Congregação para a Causa dos Santos como “Servo de Deus”, em seu livro "Calvaryandthe Mass", de 1936: “A Missa é isto: continuação do calvário”. Dom Fulton nos ensina que o drama dima Paixão se dá sobre o Altar quando o sacerdote repete as veneráveis palavras de Jesus em sua última Ceia. Na morte de Cristo, seu Corpo e Sangue são violentamente separados e na Missa em que as espécies do pão e do vinho são consagradas separadamente, como na morte de Cristo, acontece essa ruptura entre Corpo e Sangue. Ali acontece a intervenção salvífica de Deus no hoje da humanidade tornando presente o Sacrifício redentor de Cristo.

Ele nos ensina, em uma de suas catequeses, que, na Santa Missa, está a cruz de Cristo e que no Sacrifício da cruz Jesus dá glória a Deus. Nós, povo de Deus, participamos desse Sacrifício de louvor quando ofertamos com a cruz de Cristo as nossas cruzes. Enquanto o Sacerdote Ministerial na pessoa de Cristo oferece o Sacrifício de Cristo nós, em nosso Sacerdócio Régio, participamos desse ofertório, unindo os nossos sacrifícios ao Sacrifício do Senhor e dando ao Pai o louvor que lhe é devido e que nós nunca conseguiríamos dar a Deus senão por essa via sagrada.

Quando se fala em unir os nossos sacrifícios ao sacrifício de Cristo, se está falando justamente nos sacrifícios diários que todos nós podemos dar: sofrimentos, dores, enfermidades, privações, traições, perdas, penitências, humilhações, que são as experiências que Cristo teve quando assumiu para Si as nossas fragilidades. A única coisa que podemos oferecer à cruz de Cristo que nosso Senhor não provou é o pecado, mas o podemos fazer porque Ele se fez pecado por nós, como dizem as Escrituras: “Aquele que estava isento do pecado, Deus o fez sacrifício pelo pecado por nós...”, ou seja, Ele não pecou, mas pagou essa dívida por nós solidariamente. Assim, não podemos olhar, nem participar da Santa Missa da mesma maneira, mas devemos “viver” com Cristo essa oferta de Si e unindo-nos a Ele erguer o nosso louvor ao Pai.

Sacrifício de louvor é obedecer a Deus até o fim! É também unir os nossos sacrifícios diários à cruz de Cristo e renovar a Sua Paixão, Morte e Ressurreição, que acontece em cada Altar, na celebração da Eucaristia.

 

Fonte: TOZADORE, H.; CARVALHO, L. A Arte de Louvar. 2016.

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