Um irmão homossexual quer servir. Pode?

Um irmão homossexual quer servir. Pode?

Apesar de a homossexualidade ser um tema bastante tratado nos últimos tempos, ainda é algo que gera incertezas e medos em muitas pessoas. O próprio termo homossexualidade consiste em algo que é alvo de muitos debates e questionamentos por diversas formas de pensamento. Antes de mais nada, é importante verificarmos o que a  Igreja pensa sobre o assunto.

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Em um documento de 1986 da Congregação para a Doutrina da Fé se retoma uma referência ao assunto da homossexualidade feito em outro documento da mesma Congregação de 1975. No documento de 1986 temos que: “a Congregação levava em consideração a distinção feita comumente entre a condição ou tendência homossexual, de um lado, e, do outro, os atos homossexuais. Estes últimos eram descritos como atos que, privados da sua finalidade essencial e indispensável, são ‘ intrinsecamente desordenados ‘ e, como tais, não podem ser aprovados em nenhum caso”.1 Temos aí uma distinção importante entre tendência homossexual e atos homossexuais. Os atos homossexuais consistem em relação sexual, masturbação, acesso à pornografia e a conhecida prática do “fica” com uma pessoa de mesmo sexo. Esses atos são considerados pela Igreja como “intrinsecamente desordenados” e consequentemente não aprovados. Alguém que possui uma tendência homossexual, mas não a pratica, busca viver a castidade no seu estado é alguém que não possui nenhuma restrição para o serviço. O serviço cristão é algo que implica necessariamente uma prática que esteja de acordo com a vida.

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A questão não é se homossexuais podem ou não servir. Eles podem sim servir a Deus em qualquer lugar necessitado disso. A questão é se alguém que esteja cometendo um pecado pode ou não servir a Deus. E essa é uma questão bem complexa. Em alguns casos, em que tanto o serviço é público como o pecado é público se faz necessário que medidas sejam tomadas para que o nome de uma comunidade ou mesmo da própria Igreja não sejam contaminados por conta da conduta de um indivíduo. Mas, de um modo geral somos todos pecadores e precisamos conseguir dar conta das exigências do serviço à Igreja e das nossas misérias humanas. O que não pode acontecer é que em nome de uma descrição ou tentativa de cuidado com os irmãos se esteja fazendo algo movido tão somente por um infeliz preconceito para com as pessoas homossexuais. Quem possui tal estrutura é um irmão como outro qualquer que precisa de cuidado, amor e também dos benefícios que o serviço cristão causa em quem se dedica a ele.

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No caso mais específico do serviço artístico é importante lembrar que muitos artistas possuem uma estrutura homossexual em seu comportamento. Talvez, pelo forte apelo estético que esses irmãos e irmãs possuem, a arte acaba sendo um local apropriado e natural. Isso é uma hipótese, mas a verdade é que precisamos levar Deus a eles e liberar um espaço no palco para eles. Lembrando que quem deseja servir a Deus na Igreja precisa se enquadrar com as exigências e regras da mesma Igreja em relação à sua vida pessoal. Não é porque determinados pecados não são públicos que eles são de gravidade ou consequências menores. O servir a Deus sempre implica algum preço de alguma forma.

 

Por Leonardo Falconeri, Psicólogo e Membro Compromissado da Comunidade Recado



1. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais, nº 3 

 

 

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