Série – As Virtudes de Nossa Senhora.

Série – As Virtudes de Nossa Senhora.

A mortificação e a pureza de Maria.

                                       

Nessa série falaremos sobre a mortificação e a pureza de Nossa Senhora. A mortificação na vida de Maria ocorreu no momento em que ela disse “Sim” ao plano de salvação de Deus. Ela teve uma vida de sacrifícios para salvar toda a humanidade. O ápice da sua mortificação aconteceu quando permaneceu de pé diante da crucificação de Jesus, e acolheu isso dentro do seu coração.

A pureza é uma virtude rica de Nossa Senhora. Além da sua virgindade perpétua, Deus a tornou isenta do pecado original. Peçamos sempre a Maria a virtude da pureza, busquemos um novo olhar, novos pensamentos e sentimentos. Deixemos que ela, como modelo, nos guie no caminho de santidade.

 

Mortificação: A mortificação é uma virtude que repara uma ofensa feita a Deus com o pecado, contudo, atos penitenciais podem ser praticados em favor de si ou dos outros. Maria Santíssima teve uma vida de sacrifícios para que tivéssemos a salvação por nossas culpas.  

Nossa Mãe revela-nos na aparição de Fátima: “Muitas almas vão para o inferno, porque não tem quem se sacrifique e ore por elas”.

Maria não só suportou os sofrimentos com paciência, mas também com uma alegria sobrenatural, sem revoltas, sem queixas, sem mau humor, pelo contrário, dedicou-se à meditação para buscar entender o motivo que leva um Deus perfeito a permitir aqueles acontecimentos. Pela meditação, submissão e humildade, ela encontrou a verdade.

A mortificação é uma antiga prática cristã que consiste em realizar um sacrifício mental interior, quando se refere ao sacrifício no âmbito da inteligência e da vontade; ou físico, corporal, quando se refere ao sacrifício dos sentidos. Ambos os sacrifícios possuem a finalidade de amar a Deus. Devemos fugir do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecer alguns sacrifícios a Deus, seja no comer (renunciar algum alimento que se tenha preferência ou simplesmente esperar alguns instantes para beber água quando se está com sede); no nosso trabalho, na comunidade, nos lazeres, quando somos contrariados, suportar tudo com paciência.  Nos sofrimentos, desconfortos da vida, jejuns e sacrifícios oferecer a Deus pela salvação das almas.

 

Pureza: Na aparição de Fátima, Nossa Senhora disse que os pecados, que mais mandam almas para o inferno, são os pecados impuros. Esses não são os mais graves, porém são os mais frequentes. Para resgatar o mundo, Cristo tornou o corpo de Maria de Nazaré isento do pecado original.

Nossos olhos são os espelhos da alma. Quem olha tudo ao redor com malícia, perde a pureza, assim, coloque seus olhos em contemplação aos olhos de Deus, por exemplo na Adoração, e receba a luz que santifica.

Os casados são chamados a uma castidade conjugal, dever de todos os esposos cristãos. Nem tudo que um casal pode fazer, convém! Satanás vem entrando nos lares, sem ser visto, como dizia Pe. Pio: “A pílula anticoncepcional vem do Inferno, e quem usa comete pecado mortal”. E acrescentava: ‘Para todo bom casamento o número de filhos é estabelecido por Deus e não pela vontade dos esposos”. Ainda: “Quem está na estrada do divórcio, está na estrada no Inferno”. “Que abram bem os olhos os esposos cristãos! Profanar o sacramento do matrimônio nunca acontecerá sem castigos e maldições sobre as famílias. Lembrem-se bem que com Deus não se brinca! ” (Gl 6,7).

Quem luta pela castidade no seu estado de vida (casado, solteiro e celibatário), deve buscá-la por três meios: o jejum, a fuga de situações de pecado e a oração.

 

Por Jacqueline Gelain, membro da Comunidade Recado.

 

Referências

 

  1. Livro Consagra-te Totus Tuus, Editora Mater Dei.
  2. http://cleofas.com.br/imitando-as-virtudes-de-maria/