Série – As Virtudes de Nossa Senhora.

Série – As Virtudes de Nossa Senhora.

A obediência e oração de Maria.

 

Continuando a nossa série sobre as virtudes de Nossa Senhora trataremos de duas virtudes fundamentais de Maria. A obediência dela a Deus, sua submissão a vontade D’ele, acolheu com o seu “sim” o plano do Pai para conceder a salvação a toda humanidade.

Maria sempre dialogou com Deus através da oração. Sua oração era silenciosa e contemplativa. Na Bíblia podemos perceber muito claramente que tudo que ela vivia, experimentava, ela guardava tudo dentro do seu coração e ali no mais profundo, ela se encontrava com Deus.

Obediência: No Catecismo da Igreja Católica diz que a palavra obediência é a livre submissão a palavra escutada, cuja verdade está garantida por Deus, que é a Verdade em si mesmo. Maria deu seu “sim” a Deus e ao seu projeto de salvação, de livre e espontânea vontade para agradar o Coração de Deus. Santo Irineu dizia que a Virgem Maria se tornou através de sua obediência, origem da salvação tanto para si quanto para toda a raça humana. Ela em tudo obedeceu a Deus, também respeitava e obedecia às autoridades, pois compreendia que toda a autoridade vem de Deus.

Obedecer a Deus é obedecer seus Mandamentos, ser dócil a Sua vontade. Esforcemo-nos para obedecer aos requisitos ou ás proibições. Devemos obedecer sempre a Deus em primeiro lugar e depois os nossos superiores e autoridades.  A figura da autoridade, que merece obediência, pode ser a uma pessoa ou a uma comunidade, mas também uma ideia convincente ou uma doutrina. Porém este superior deve exercer sua autoridade apenas como servo de Deus, não contrariando seus princípios com mentira, roubo ou blasfêmia. Rezemos pelas nossas autoridades.

Oração: Nossa Senhora em suas aparições sempre nos exortou a respeito da oração. Ela era uma mulher silenciosa, estava sempre num espirito perfeito de oração e contemplação, sempre centrada em Deus.  Maria engrandeceu o Senhor não só com palavras, mas com a alma. No encontro com sua prima, Nossa Senhora disse: “minha alma glorifica ao Senhor...” (LC 1,46). Nas Bodas de Cana, além de demonstrar sua confiança na oração de pedido, fez com que os discípulos também acreditassem. Estes, no cenáculo, também recorreram à oração de Maria na vinda do Espírito Santo. Buscava na solidão retirar-se pois é nesses momentos que Deus fala aos corações. “Eu os levarei à solidão e falarei a seu coração (Os 2,14) ”.

As coisas irão bem se rezarmos e irão mal se não rezarmos, devemos buscar uma vida interior na presença de Deus, um “espírito” contínuo de oração. A Contínua Oração refere-se a uma oração ordinária, como as jaculatórias, oração ao acordar e ao dormir, à mesa da ceia, no entanto, esta contínua oração deve estender-se a todos os momentos da vida. Jesus, no evangelho, diz que devemos rezar sempre, o que significa estarmos revestidos pelo espírito de oração, tal como um hábito reveste o corpo.

 

Por Jacqueline Gelain, Membro da Comunidade Recado.

 

Referências

  1. Livro Consagra-te Totus Tuus, Editora Mater Dei
  2. http://cleofas.com.br/imitando-as-virtudes-de-maria/