Será que ser afetivo é tornar-se frágil?

Será que ser afetivo é tornar-se frágil?

Quando um bebê nasce podemos perceber que na maioria dos casos, logo após o médico cortar o cordão umbilical e as enfermeiras o limparem, o colocam imediatamente em contato com a mãe. Na primeira amamentação o bebê recebe o colo materno e quando ele chora, apenas o contato com a mãe o deixa tranquilo, protegido e seguro.

Você sabia que o abraço, o contato físico, os laços afetivos ajudam a aliviar o estresse, a ansiedade e até mesmo a superar a depressão? Assim como os bebês, nós também necessitamos desse “calor humano” em alguns momentos de nossa vida. E dar e receber um abraço caloroso, ou um carinho no cabelo, receber de vez em quando uma ligação e se sentir amado, cuidado não é fraqueza e muito menos frescura. Alguns estudos revelam que o contato físico, o abraço, o olhar, o carinho, transmitido em gestos concretos favorecem o desenvolvimento físico, psíquico e espiritual do ser humano.

Caso contrário, se nos privarmos desse contato humano podemos nos tornar pessoas amargas, tristes e muitas vezes, sem vontade de viver. Segundo estudos, não querer receber carinho, abraço e proteção podem causar distúrbios emocionais e de sono favorecendo o aparecimento de diversas doenças devido ao nosso sistema imunológico baixo.

Nesse ponto é importante nos questionarmos: como estou me relacionando? Demonstrar meus afetos é ser frágil ou faz bem? Tenho abraçado quem amo? Tenho ligado para as pessoas para saber como estão? Porém, na correria do nosso dia deixamos de dar e receber gestos concretos de amor para os que guardamos em nossos corações.  Por vezes somos tão racionais que esquecemos que um abraço nos torna mais humanos. E nos fechamos tanto que receber um carinho nos deixa vulneráveis.

Portanto, peçamos a Deus a graça de sermos mais afetivos com o outro.  Tenhamos a coragem de sair de nós e irmos ao encontro dos nossos irmãos.  Não percamos tempo, agora é a hora de abraçar mais, acariciar mais, olhar mais e sobretudo, amar mais e assim, no equilíbrio, seremos pessoas mais felizes e saudáveis vivendo aquilo que Jesus nos ensina a cada dia: “Amai-vos uns aos outros”!

 

Rafaela Cassimiro, membro da Comunidade Recado.

 

Referência

  1. https://formacao.cancaonova.com/relacionamento/amizade/o-valor-de-um-abraco/