Será que eu estou restringindo meu serviço ministerial?

Será que eu estou restringindo meu serviço ministerial?

A conhecida parábola dos talentos, que podemos encontrar na passagem de Mt 25, 14-30, nos é conhecida e em algum momento pode ter sido discutida em nossos ministérios de artes, no entanto, é preciso vigiar, pois corremos o risco de enterrar nosso talento sem que sequer percebamos. É, portanto, imprescindível o autoconhecimento e a busca de Deus por meio da vida de oração.

O Dom que Deus nos deu foi para que, por meio do Seu serviço, produzamos frutos. Nossa arte deve ser sempre ofertada a Deus. É Ele quem nos dá e que alimenta o nosso dom. Também é Ele quem guia o nosso servir da maneira que o agrada. Deus nos envia àqueles que precisam, por meio da arte que produzimos, encontra-lo. Ele sopra onde quer.

Fomos criados para conhecer e amar a Deus. Nossa arte foi dada por Ele para expressarmos a beleza criativa e divina. Não podemos, portanto, em nosso serviço ministerial, “escolher” apenas missões que nos convenham ou que dão mais status. Portanto, podemos estar enterrando nosso talento por recusar missões simples, nas quais Deus deseja se fazer presente e ver frutificar o talento que Ele mesmo nos deu.

Há uma conhecida frase de Florbela Espanca que diz “Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar”. Eu, portanto, digo mais: se Deus nos deu corpo, é pra dançar e atuar, se Deus nos deu mãos, é pra tocar e pintar. Mais ainda: se Deus nos deu um dor artístico, é pra que produzamos arte, para expressarmos a beleza divina, a primavera da vida!

Não podemos restringir nossa arte. Devemos multiplicar nossos talentos com empenho humano e espiritual e, cada vez mais, priorizar os “palcos” segundo a vontade de Deus, seja qual for o dom artístico que exerçamos.

 

Por Cláudia Pessoa, Membro da Comunidade Recado.

 

 

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