Ser próximo do outro

Ser próximo do outro

O desejo do coração de Deus para cada um de seus filhos é que se reconheçam como imagem e semelhança Dele, humildemente mergulhem em sua bondade infinita e, dessa forma, alcance a perfeição da caridade.

O Ser humano existe no mundo através do cuidado e para cuidar é necessário estar à disposição do vulnerável. Para isso, a doação desinteressada nos coloca no centro da vontade do Deus que em nós habita e, além disso, formando um só corpo Nele e na vida fraterna nos é apresentado um céu de possibilidades onde alcançamos a alegria plena.

O ser humano, filho de Deus, é convidado a se tornar o próximo do mais afastado; a cuidar não somente de si, mas também dos outros e estar disposto a “colocar-se aos pés”, doar-se humildemente, pois a humildade, sendo uma verdade, por excelência, reafirma e anima a vida cristã.

Jesus, sendo mestre, fez questão de “colocar-se aos pés”, mostrando que somos dependentes do Amor Doação, da nossa servidão e assim nos ensina o olhar de compaixão que gera vida e esperança. Dessa forma, somos apresentados à caridade, um caminho de ouro que nos conduz à reconciliação tanto conosco mesmo quanto com Deus.

De fato, pela caridade superamos nossas próprias vontades e expectativas; ela tem a capacidade divina de inibir nossa tendência humana autossuficiente e de revelar que a finalidade de todas as nossas obras é o amor. E, ainda, o catecismo nos ensina que a caridade assegura e purifica nossa capacidade humana de amar, elevando à perfeição sobrenatural do amor divino.

Por fim, o apóstolo Paulo, em uma de suas cartas, diz que “Se não tivesse a caridade, nada seria...” (I Cor 13, 3). Permitamos que o Cuidador de nossas vidas revele sua face de esperança às misérias do nosso próximo. Permita-se encontrar com o Amor revelado no doar-se, pois aquele que está disposto a agachar-se em auxílio do outro e lhe apresentar um céu de possibilidades, renova para si sua vocação à vida afirmando: “Eu me entrego ao amor. O amor pode substituir uma longa vida” (Sta. Teresinha de Lisieux).


Por: Piero Aguiar

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