Sem flor, sem fruto!

Sem flor, sem fruto!

Não saberemos como serão os frutos se pararmos e nos determos apenas nas flores. Nessa frase, de autoria própria, comparo flores a crises. Estranho não é? Uma vez que quando pensamos em flores pensamos em algo bom. E quem disse que crises são ruins?

A caminhada cristã é permeada de crises. Não há salvação sem cruz, nem vida eterna sem dor, sem morte. O mundo hoje nos leva a querer uma vida sem sofrimento. Ledo engano. Nós, que desejamos ser seguidores de Cristo, devemos sempre lembrar do que Ele nos disse em Lc 9, 23 “Renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Tome sua cruz, meu irmão, e, com ela, tudo o que vier. “Da cruz brotam as suavidades celestiais; na cruz estão a fortaleza da alma, a alegria do coração, o compêndio da virtude, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma, nem esperança da vida eterna, senão na cruz.” (Cf. A Imitação de Cristo. p. 174).

As crises que passamos em nossa caminhada não são nem demais nem de menos, apresentam-se como ferramentas de Deus para sermos lapidados e formados. Nenhum sofrimento é em vão. Há corações que não sabem sofrer, irritam-se frente às crises e se perguntam por que e para que sofrem. Muito mais do que se preocupar com isso, faça a experiência de ofertar tudo em sacrifício de louvor a Deus, assim como Santa Teresinha dizia que não deixaria passar nenhum sacrificiozinho pela salvação das almas. Não esqueça: Deus tira um bem de tudo. Espere pelos frutos.

Ao passarmos por crises, por menores que sejam, sempre saímos mais livres, mais fortes e melhor: mais santos! Afinal, nosso alvo é a santidade, estamos no mundo, mas não somos do mundo. “Este deveria ser nosso principal empenho: vencer a nós mesmos, e tornarmo-nos cada dia mais fortes e melhores.” (Cf. A Imitação de Cristo. p. 27). São Paulo, que tanto passou por sofrimentos e provações, também nos ensina que “As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna” (2Cor 4,17). Portanto, meu irmão, olhe para as flores, mas não se detenha a elas. Do contrário, espere ansiosamente pelos frutos. Afinal, biologicamente falando, sem flor, sem fruto!

 

Por Victorya Vieira Gois.

 

Bibliografia:

- A Imitação de Cristo, Editora Ave Maria, 28ª Edição. 2014.

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