Quem sou eu quando não estou dançando no palco?

Quem sou eu quando não estou dançando no palco?

Já convivi com vários ministérios de dança e presenciei situações muito tristes de contratestemunho dos ministros de dança. Já presenciei brincadeiras e comportamentos indevidos de dançarinos mesmo antes de subir em um palco para evangelizar. Além de presenciar, as redes sociais mostram muitas coisas que os ministros de dança fazem quando não estão nos palcos e que, na verdade, não são comuns a ninguém que tem intimidade com Deus. Falta, portanto, o que chamamos de coerência de vida.

Hoje o mundo nos mostra muitas opções de arte e de fazer artístico. As redes sociais, os meios de comunicação em geral, os centros de estudo, tantos são os lugares que apresentam artes diversas e “inofensivas” que fazem com que os artistas sejam atraídos. Muita coisa pode ser aproveitada por nós, ministros de dança católico, mas, muita coisa também pode nos atrair e, por consequência, nos afastar de Deus e de seus ensinamentos.

Precisamos vigiar e orar, porque as informações são cada vez mais rápidas e chegam até nós sem que precisemos procurá-las. Prova disso é que, mesmo que não busquemos saber, as músicas de carnaval sempre são do nosso conhecimento, porque tocam em todos os lugares e durante todo o ano. É muito acessível e fácil de aprender uma “música da moda”, as coreografias destas também. Não precisamos nos dedicar em aprender, o meio nos ensina sem que queiramos.

O nosso combate enquanto católicos e ministros de dança autênticos é grande. É ver tudo isso que o mundo oferece e que, em decorrência da nossa sensibilidade artística, é atrativo e ainda assim escolher a Jesus e a vivência do Evangelho. E, para perceber o caminho certo a ser seguido é preciso estar em constante oração.

A forma como nos vestimos, as músicas que ouvimos e dançamos, a forma como nos comportamos diz muito sobre quem somos. Faz-se necessário, portanto, ter uma coerência de vida. Coerência de vida é quando vivemos da mesma forma dentro e fora da Igreja. Observe a si mesmo e perceba como você se veste quando não está na Igreja, como se comporta, quais músicas escuta ou dança. Perceba se elas te aproximam ou te afastam de Deus. E não se engane, pois tudo isso que você é vai com você para o palco quando está dançando. Tudo isso toca a alma das pessoas.

Nosso corpo é templo do Espírito Santo e, por isso, faz-se necessário cuidar desse templo e desse instrumento de evangelização. Alguns pontos podem ajudar a perceber se você está vivendo de maneira coerente o seu ser ministro de dança.

Você se veste de modo a evidenciar seu corpo? Roupas que modelam muito, que possuem decotes ou são muito curtas podem mostrar seu corpo não como um tempo de Deus, mas como um objeto. E muitas músicas tratam o corpo dessa forma. Você as dança?

Caso você saiba a coreografia da ultima música de carnaval, é hora de rever o quão próximo do mundo você está! Ele pode estar seduzindo você sem que perceba. Além disso, ainda que as músicas toquem em todos os meios de comunicação, deve-se focar no que é eterno. Essas músicas, com toda certeza, passam.

Por fim, observe suas amizades, o tipo de conversa que você costuma ter com os outros. Perceba tudo que compõe o seu ser ministro(a) de dança. Procure, portanto, se alimentar do que é eterno e leve isso para o palco com você. Não leve o estilo de dança sensual, nem as letras pejorativas, nem o figurino indevido. Leve o que é inspiração de Deus para evangelizar a alcançar almas. Busque a coerência de vida.

 

Por Cláudia Pessoa, Membro da Comunidade Recado.

 

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