Procissão do Redentor

Procissão do Redentor

A solenidade de Corpus Christi nos convida a meditar o caminho de Cristo através da história, uma história escrita desde as origens por Deus e pelo homem. A Eucaristia, sacramento da morte e ressurreição do Senhor, constitui o centro deste itinerário espiritual. “O mistério da santíssima eucaristia, instituída pelo sumo sacerdote Jesus Cristo, é como o centro da religião cristã”. (Encíclica Mediator Dei, Pio XII, número 59).

“O divino Redentor repete incessantemente o seu insistente convite: ‘Permanecei em mim’ por meio do sacramento da eucaristia, Cristo fica em nós e nós ficamos em Cristo; e como Cristo, permanecendo em nós, vive e opera, assim é necessário que nós, permanecendo em Cristo, por ele vivamos e operemos.” (Encíclica Mediator Dei, Pio XII, número 114).

Há sete séculos a Igreja sentiu a necessidade de estipular uma festa na qual fosse possível expressar de maneira intensa a alegria pela instituição da Eucaristia. Surgiu assim, a solenidade de “Corpus Christi”, caracterizada por grandes procissões, que põe em evidência o itinerário do Redentor do mundo no tempo.

A procissão é o próprio Jesus que caminha conosco, sustentando a nossa esperança. Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade.

Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.

No dia dedicado ao Corpo de Deus (Corpus Christi), várias cidades brasileiras, organizam procissões, que percorrem as ruas enfeitadas com tapetes. A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular.

No Brasil, a tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares em que chegaram seus imigrantes.

O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma abundância de cores. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

Utilizando diversos tipos de materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia e outros tipos de acessórios, como tampinhas de garrafas, flores e folhas, as pessoas montam, um tapete pelas ruas, formando desenhos relacionados ao Santíssimo. Por este tapete passa a procissão, o sacerdote vai a frente carregando o ostensório e em seguida pelas pessoas. Tudo isto tem muito sentido e deve ser preservado.

Nesse dia da Festa de “Corpus Christi” é tempo de nós agradecermos e louvarmos a Deus pelo dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã.

Esse é o dia que mais do que nunca devemos fazer todo esse itinerário com Jesus. É a festa do Corpo de Cristo, Cristo presente em Corpo, sangue, alma e divindade na Eucaristia.

                                                           

Por Paulinha Nogueira, membro da Comunidade Recado.

 

Referência

 

http://cleofas.com.br/historia-da-festa-de-corpus-christi/