Por que nem toda roupa posso usar para servir?

Por que nem toda roupa posso usar para servir?

Apesar de, em alguns textos aqui no site, nós criticarmos o apego excessivo à imagem e buscamos combater uma religião das aparências no lugar da religião de coração, não se pode afirmar que a imagem não tenha a sua importância ou valor. E a resposta à pergunta do título diz respeito à imagem que precisamos nos preocupar.

Quando nos pomos na responsabilidade de servir a Deus nós precisamos entender que fazemos algo muito importante. Logo, não é possível se vestir de qualquer jeito para desempenhar uma tarefa importante. Quando o evangelizador procura se vestir bem em um momento de serviço ele passa uma imagem de valorização daquilo que ele está fazendo. Se nem mesmo eu valorizo o meu serviço, como esperar que o outro o faça? Preciso estar com uma boa aparência, bem vestido, para que as pessoas que estejam testemunhando o meu serviço possam ter uma visão o mais agradável possível. Quem serve assume a responsabilidade de representar a Deus para aquelas pessoas e isso não é pouca coisa! Para que o recado de Deus chegue o melhor possível para quem escuta, vai ser preciso toda a ajuda possível. E se vestir bem ajuda.

Mas, se vestir bem e de forma bonita não é o bastante. Outro critério para a escolha do que vestir e até mais importante que a beleza diz respeito à castidade e ao pudor. As roupas que escolhemos vão precisar seguir a moral da Igreja no que diz respeito às vestimentas. Se você escolhe servir a Deus então você se sujeita às restrições do seu serviço. E isso significa que suas roupas não podem cair no risco de escandalizar alguém. É verdade que Deus olha para o nosso interior e para as nossas intenções. Tudo bem que você seja livre e não use determinadas roupas com segundas intenções. Mas, nós vivemos em um mundo de homens e servimos para pessoas que podem sim interpretar de forma errada o que você veste. Por isso não podemos correr riscos. O servo de Deus renuncia voluntariamente à sua liberdade para que nada atrapalhe a sua tarefa de levar pessoas a Deus. Se você está ministrando uma pregação, por exemplo, não faz sentido as pessoas ficarem conversando sobre sua roupa ao invés de prestar atenção no conteúdo de sua pregação.

Outro critério para discernirmos a roupa que vamos usar em nosso serviço diz respeito à funcionalidade. Além de ser bonita, respeitar o pudor a roupa não deve atrapalhar os movimentos necessários para o seu serviço. Você vai precisar andar com agilidade? Você vai precisar executar serviços braçais? Você vai precisar pular e dançar? Tudo isso precisa ser levado em conta para que a roupa que você escolher não atrapalhe o seu serviço e antes favoreça o que você tem que fazer.

Que nosso serviço já comece com a roupa que escolhemos para servir. Que possamos mostrar ao mundo que o cristão pode se vestir bem, com elegância, ser bonito sem sacrificar o pudor. Como uma personagem de Dostoiévski afirmava, “a beleza salvará o mundo”. Mas, a beleza do cristão não é qualquer beleza. É uma beleza casta.

 

Por Leonardo Falconeri, Psicólogo e Membro Compromissado da Comunidade Recado

 

 

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