Planejando um Ministério Artístico

Planejando um Ministério Artístico

O ano de 2016 vai chegando ao fim e vamos entrando em uma época propícia para fazermos os planejamentos das reuniões do próximo ano. Quanto mais um ministério de artes consegue se antecipar e fazer os seus trabalhos de forma organizada, mais chances ele tem de fazer um bom trabalho e evangelização.

Em primeiro lugar você precisar fazer algum trabalho de avaliação do ano que está se encerrando. Isso serve para que você possa perceber com mais clareza os pontos fortes e fracos do seu ministério. Aquilo que você precisa manter e aquilo que você precisa crescer como ministério. Isso vai servir de guia para as suas formações no ano que vem. A formação ministerial visa em primeiro lugar a ajudar que os ministros de artes possam crescer no seu apostolado. Para isso ela deve buscar trabalhar tanto os aspectos espirituais como os aspectos mais técnicos da arte específica de cada um. Não se pode pensar em um ministro de artes que esteja estagnado na sua expressão artística e que não consiga mais dar passos no seu processo de conversão. Os dois cenários são um desastre.

Contudo, é importante uma ressalva: ministério não é grupo de oração. O lugar preferencial para oração e aperfeiçoamento espiritual é o seu grupo de oração ou outra reunião na sua comunidade que tenha esse propósito. Os ministérios precisam sim de formação espiritual, mas esse não deve ser o foco ou a maioria das formações não podem ser sobre esse assunto. É preciso trabalhar bem cada reunião para que não haja prejuízo dos conteúdos. Em especial é importante priorizar os pontos mais frágeis do seu ministério. A maioria das formações precisam tratar dessas questões. As outras formações podem ser voltadas para reforçar o que vai bem no seu ministério e trabalhar aspectos espirituais ou humanos que são mais específicos do artista. Se seus artistas têm problemas sérios na espiritualidade talvez seja mais frutuoso conversar com o coordenador de grupo de oração deles ou com o formador comunitário se for o caso.

Outro problema no planejamento de formações para ministérios artísticos diz respeito ao coordenador ter dificuldades com os conteúdos mais técnicos da arte. O coordenador do ministério não precisa ser o que mais conhece da técnica artística para exercer sua função. Mas, ele vai precisar estar aberto a estudar muito sobre o assunto. Caso ele não tenha condições de ministrar as formações técnicas ele vai precisar recorrer a outros irmãos e comunidades que possam ajuda-lo nesse sentido. Somos todos filhos da mesma Igreja e fechamentos nesse sentido ferem a unidade da Igreja de Cristo.

Por fim, precisamos dar uma palavra sobre o planejamento de ensaios e apresentações. Cabe ao coordenador a buscar fechar com o máximo de antecedência as apresentações que vão ser solicitadas por outros setores do grupo de oração, paróquia ou comunidade. Se possível já fechar no começo do ano o máximo possível de apresentações durante o ano. Assim, ele vai poder também ir encaixando outras apresentações que ele pretenda fazer como estratégia de evangelização e crescimento do ministério. Tudo isso buscando o máximo de unidade e zelo com as autoridades competentes. Uma vez fechado o calendário é importante evitar acumular apresentações e planejar os ensaios. O ideal é que os ensaios comecem de dois a três meses antes de cada apresentação. Isso pode variar dependendo do tamanho da apresentação. Bom planejamento e que 2017 seja cheio de bênçãos para o seu ministério!

 

Por Leonardo Falconeri, Membro Compromissado da Comunidade Recado