Os membros do teatro católico são malucos?

Os membros do teatro católico são malucos?

Essa é o tipo de pergunta em que não podemos garantir de imediato que não haja nenhum maluco fazendo teatro por aí, afinal gente doida existe em qualquer canto. Mas, podemos dizer sem sombra de dúvida que ser doido não é uma condição para se fazer teatro e que os membros de um grupo de teatro não são malucos disfarçados de gente sã.

O que um ator ou uma atriz faz no palco não tem relação com seu estado mental ou seu humor. O ator realiza um trabalho de composição que visa construir uma personagem para um trabalho artístico. O ator pode se comportar de forma extravagante desde que o contexto de um personagem em uma dada peça de teatro exija. Isso acontece mesmo que o ator seja uma pessoa discreta, tímida e nada extravagante, pois não é necessário que o personagem se pareça com o ator que o desempenhe. Algumas pessoas chegam a confundir isso e passam a odiar algum ator ou atriz que trabalhem com algum vilão em uma história. Ator e personagem podem se confundir em alguns aspectos, mas não são em absoluto a mesma pessoa.

O teatro não demanda um determinado tipo de personalidade dos seus atores. Gente de qualquer tipo de humor pode fazer teatro. Determinadas pessoas incentivam algumas pessoas brincalhonas ou piadistas para que entrem para o teatro, prevendo que elas serão bons atores. Isso é uma bobagem. Não é porque alguém gosta de brincar ou é espontâneo que necessariamente será bom no teatro. O que causae condiciona esse sucesso é a carga de trabalho para que o teatro seja montado e o ator, especificamente, construa a sua personagem. Isso envolve um árduo trabalho que muitas vezes envolve um dramaturgo que escreve um texto teatral, um diretor de teatro que coordena os ensaios e toda uma equipe de figurino, maquiagem, iluminação e outros elementos cênicos. Por conta de todo esse trabalho percebe-se que a pessoa não pode ter algum problema psicológico sério para dar conta disso.

Muitas vezes ao se tratar um membro de teatro como “maluco” talvez a pessoa esteja falando de outras coisas que não implicam um problema psiquiátrico ou psicótico. Para alguns, isso se refere mais às condutas dos grupos de artistas que não seguem muito de perto um padrão social. É verdade que diversos artistas são exóticos e excêntricos e isso às vezes já é perceptível de cara com a sua forma de se vestir. Por um lado, o artista católico precisa estar atento para que esse aspecto do seu ser artista não sirva de motivo para escândalo ou afastamento das pessoas. Nós servimos a Deus através de nossa arte e não o contrário: servir à arte através de Deus. Mas, por outro lado não podemos deixar que preconceitos nos afastem de determinadas pessoas simplesmente por elas serem diferentes. A maravilha de nossa religião a de podermos acolher tantos irmãos diferentes, mas que são filhos do mesmo Deus. Talvez até as pessoas do teatro sejam um pouco malucas de fato. Mas, o cristão também não é chamado de louco pelas pessoas de fora? Se somos loucos por Deus e se o artista de teatro é louco por Deus, então está tudo certo...

Por Leonardo Falconeri, Membro Compromissado da Comunidade Recado.

CLIQUE AQUI para descobrir porque esse texto não foi feito só para você e como ele pode chegar à sua cidade INTEIRA!