O que não pode faltar em um ministério de dança

O que não pode faltar em um ministério de dança

Um ministério de dança precisa primeiramente de pessoas comprometidas com o Reino de Deus. Cada ministro deve compreender-se como instrumento de salvação e ter muito claro que seu dançar é uma resposta de amor a Deus.

Nessa perspectiva, existem três elementos que não podem faltar dentro de um ministério de dança: estudo, prática e o mais importante deles, a espiritualidade.

Os estudos se referem à dança em si. É preciso conhecer um pouco a história da dança; os novos apontamentos; o que se tem falado e vivido de dança na atualidade; e, sobretudo, a história da dança na Igreja. Cada ministro deve estudar e compreender bem a liturgia, pois é ela que vai dizer aquilo que é permitido ou não fazer. O estudo da liturgia associado ao estudo da dança na Igreja permitirá conhecer com propriedade em quais momentos da celebração se pode dançar, quais as cores que poderão ser utilizadas nos figurinos seguindo o tempo litúrgico, qual modalidade de dança se encaixa melhor em cada tempo litúrgico.

A prática se refere às aulas de dança. Enquanto ministros de dança, o instrumento de evangelização é o corpo e esse corpo precisa ser trabalhado, preparado para servir. Dessa forma, a prática deve ser parte da rotina do ministério de dança. Cada ministério deve perceber qual a modalidade de dança melhor se encaixa a missão e realidade do ministério. Seja o ballet clássico, o contemporâneo, o hip hop ou estilo livre, o ministério deve ter muito claro qual seu estilo próprio e dentro disso buscar o aperfeiçoamento técnico. É importante ressaltar que a técnica deve ser compreendida como um complemento e suporte ao ministério de dança, um elemento que permitirá desenvolver novas possibilidades de movimento e auxiliará muito no desenvolvimento da criatividade e inovação na composição coreográfica, além de dar todo um condicionamento físico necessário ao exercício da missão.

Por último e imprescindível é a espiritualidade no ministério de dança. Um ministério de dança sem uma técnica específica e sem muito conhecimento sobre dança consegue caminhar e dar frutos positivos para o Reino de Deus. Mas um ministério de dança que não vive verdadeiramente a espiritualidade se torna apenas um grupo de dança que se reúne para fazer o que gosta e que por vez ou outra evangeliza.

O dançar de um ministro de dança é oração, é experiência e intimidade com Deus. A evangelização com a dança só cumpre o seu papel, se o dançar expressar uma relação de intimidade com Deus e for reflexo desse amor. Quando se dança uma música, existe nas entrelinhas uma mensagem que será transmitida pela letra, arranjo e melodia, mas, sobretudo, pelo meu corpo. Para quem é ministro de música, esse reflexo de Deus é expresso na voz e para o ministro de dança esse reflexo é expresso pelo corpo.

Se um ministério de dança não compreende a importância de sempre iniciar e finalizar os encontros com oração; se não tem a vivência de momentos de adoração e intercessão pelo ministério e pelas missões; se não se colocar em oração na composição das coreografias e performances e se cada ministro individualmente não tem uma experiência de oração diária, dificilmente compreenderá o que é ser ministro de dança e dificilmente cumprirá sua missão evangelizadora, de levar o amor de Cristo no dançar.

Esse tripé: estudo, prática e espiritualidade é a base consistente de um ministério de dança. Nenhum deve ser maior ou mais valorizado que o outro. É preciso um equilíbrio desses três elementos na dinâmica diária do ministério para se cumprir a missão que Deus confia a cada ministro de dança de levar Cristo no dançar.

 

Por Laianne Viana, Membro da Comunidade Recado.

 

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