O papel do músico na Igreja: Glorificar a Deus!

O papel do músico na Igreja: Glorificar a Deus!

O próprio tema já dá este diferencial dentro do que seria o papel do músico na Igreja, pois há uma grande diferença entre o ser músico e o ser músico na Igreja. Primeiramente, existe um dom dado gratuitamente por Deus aos que foram cumulados com talentos musicais, seja o tocar, o cantar ou o ministrar o louvor. Aí está outro ponto: O músico na Igreja é chamado a ser, antes de tudo um ministro do louvor, que glorifica a Deus com seu instrumento. Vive esse processo intenso de formação e maturidade no servir que é sempre estar disponível para o que a Igreja necessita.

Num intenso trabalho também de formação e exercício da humildade, especialmente para os que têm o dom natural da música, é necessário entender que tudo é graça, é dom de Deus. O ministro de música depende da graça divina, da graça do Alto. Pois, é através do Espírito Santo, que seu tocar, cantar ou ministrar, terá acesso aos corações mais endurecidos.

A música por si só, tem o poder de tocar os corações, adentrar em áreas de nosso ser. Uma melodia bem executada, acordes bem trabalhados, podem transformar corações, como também a música expressa de forma, depressiva, bruta, pode levar a pessoa que escuta a vários âmbitos de sua vida e história. Por isso, a grande importância e diferencial de um autêntico ministro de música é estar constantemente em sintonia com o Espírito Santo, na unção, a serviço, aberto a graça. Assim se faz extremamente necessário um “esvaziamento de si”, onde a graça de Deus age e opera. Toda inspiração para aquele que é chamado a ser esse ministro de música, vem do Alto.

O músico que descobre a graça de ser um instrumento direto de Deus na Igreja descobre a realização do servir Aquele que o chamou em Sua infinita misericórdia, descobre o testemunhar a força do Evangelho em forma de canção. Um verdadeiro ministro crê que o Espírito age no seu dom de anunciar o Evangelho através de uma música,  não só por talento, mas pela graça tão somente do Espírito Santo inspirador direto e único, capaz de transformar, curar e libertar os corações.

 A música é uma linguagem universal que todos captam. Vale ressaltar a importância da capacidade do músico que se coloca a serviço da Igreja em todo o mundo, em todas as realidades, desde a riqueza da música tradicional aos tempos modernos, onde o próprio mundo exige uma música bem tocada, ungida, unida ao Espírito Santo.

Canta-se, toca-se e interpreta-se em nome de uma Pessoa e essa Pessoa é Jesus, o Cristo vivo e ressuscitado que está no meio da comunidade reunida. Por isso, devemos exercer o Ministério da Música que nos confiado com muita seriedade e responsabilidade, pois quando nos colocamos a serviço do Reino não sou eu mais quem canto ou toco, mas é Cristo quem canta ou toca em mim. Paulo diz na Carta aos Gálatas: “Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

O músico na Igreja é aquele que busca viver a cada dia uma profunda intimidade com as Escrituras Divinas de onde saem o canto mais inspirado e belo de Deus. O poder da Palavra transformado em música é uma chave que abre os corações mais fechados.

Não poderia deixar de citar um grande exemplo de perfeito louvor a Deus, Maria. Ela ao cantar o Magnificat, verdadeiramente glorificou a Deus: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu salvador, porque olhou para sua pobre serva.” (Lc.1,46-47). O ministro de música é aquele que canta seu Magnificat em sua própria vida, que proclama as maravilhas de Deus na Igreja e no mundo. É aquele que diz também como Maria: “Eis-me aqui Senhor. Faça-se em mim segundo tua Palavra”. Faça-se no meu dom de cantar, de tocar, de interpretar, de pintar, de compor música ou poesia... Segundo Tua Palavra, Tua vontade. Faz-me testemunho do Teu Evangelho em todos os momentos de minha vida.

Assim a música se converte verdadeiramente em oração, abandono em Deus, com um sentido profundo de paz.

Eis o papel do músico na Igreja, dizer em todo tempo: “eis-me aqui”, segundo a necessidade da Igreja, que precisa do nosso “sim” colocando nossos dons à disposição.

Com humildade, busquemos o aperfeiçoamento técnico, mas, sobretudo o aperfeiçoamento espiritual para combatermos contra todo o mal que quer destruir os filhos amados de Deus.

É uma grande missão, mas se temos a Deus nada pode nos abalar.

Coragem músicos, pois somos chamados a marchar à frente do pelotão rumo a Deus, com Jesus, guiados pela força do Espírito Santo que tudo pode em nós!

Por Juliana Mendes - Membro Compromissado da Comunidade Recado.

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