O feio que virou arte

O feio que virou arte

O feio que virou arte

 

Atualmente, o que vemos nas mais diversas expressões de arte é uma valorização daquilo que é feio. Isso se dá de forma indireta, visto que essa valorização se dá em forma de protestos e reivindicações, ou ainda em forma de publicidades diversas, valorizando aquilo que muitas vezes faz mal às nossas saúdes. Somos então levados constantemente à “cultura do feio”. Passamos a nos acostumar com essa forma de contemplar a arte e assim acostumamo-nos com aquilo que nos distancia do Belo.

A arte que encontramos estampadas em anúncios e galerias é, em muitos casos, um reflexo de um vazio de almas que não possuem sentido para suas vidas, e encontram na arte a forma de externar esses vazios. Esse vazio muitas vezes é reflexo do ato de contemplar o que não expressa a beleza divina e também esboça esse vazio de Deus. Por isso, nós, cristãos, precisamos também ter cuidado com a arte que contemplamos e que produzimos, porque, ainda que tenhamos contato direto com o Senhor, que estejamos em seus caminhos e tenhamos uma convivência na Igreja, podemos ser também contaminados pelo culto ao que é feio. Podemos ser contaminados pelo que vemos, ouvimos e experimentamos no exterior de nossas paróquias, comunidades e famílias.

Por meio desse culto ao que não expressa a beleza divina, cria-se no meio social a “ditadura do relativismo”, chamada assim pelo Papa Bento XVI. Assim, leva-se em conta apenas o gosto pessoal de cada um, fazendo com que sejam permitidas até mesmo ofensas à religião e à criação divina. Se tudo e pode ser considerado arte, tem-se então um imenso vazio. As artes fabricadas, enquanto repletas de sonoridade ou cores, são apenas artes vazias. Elas não geram frutos e não expressam a beleza. Além disso, ela é uma epidemia.

O Papa Bento XVI falou ainda que os homens precisam de beleza para que possam ter um encontro com Deus. Sendo assim, faz-se necessário que o homem reencontre o caminho para a beleza divina. E nós, artistas, não podemos nos deixar contaminar por esse culto àquilo que não é belo e que não gera frutos.

As músicas “sem letras” e vazias, as esculturas e exposições que ofendem à religião e a beleza humana, as danças e espetáculos que ferem a dignidade humana a partir do corpo que é Templo do Espírito Santo. Tantas são as formas de artes que temos visto que são assim, mas que são também passageiras, elas não nos levam ao eterno, não nos encaminham para Deus. São artes que não voltam para Ele. Já as artes que são feitas a partir de inspirações dividas, que se nutrem de artes que expressão em sua verdade o belo, essas geram frutos e não são passageiras. Elas nos levam ao céu.

Que tipo de arte você quer fazer? Quem você quer cultuar? Quais fontes você pretende buscar para ter inspiração na sua arte? Essas são perguntas que devemos nos fazer, para que não nos deixemos levar por aquilo que tem sido praticado. O Belo é o Artistas que tudo criou. Aquilo que fere o humano e, sobretudo, o divino não é arte, não é belo. Não nos leva a refletir e ferem o Coração dAquele que tanto nos ama.

Que nosso fazer artístico leve a todos que o contemplam a Deus!

 

Por Cláudia Pessoa, Membro da Comunidade Recado

 

Referências

 

AQUINO, Professor Felipe. Uma reflexão sobre o cristão e a arte. 2017. Disponível em: <http://cleofas.com.br/uma-reflexao-sobre-o-cristao-e-a-arte/>. Acesso em: 22 set. 2017.

 

PAPA BENTO XVI. Discurso do Papa Bento XVI por ocasião do encontro com os artistas na Capela Sistina. 2009. Disponível em: <https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2009/november/documents/hf_ben-xvi_spe_20091121_artisti.html>. Acesso em: 22 set. 2017.