O fazer artístico visto como um ato profético

O fazer artístico visto como um ato profético

A arte, independentemente se for sacra ou secular, pode produzir o efeito de avivar a percepção sobre o mundo. A sensibilidade artística traz sentido à vida, que por vezes pode estar “sem graça”, insossa, sem sentido: um olhar atento e transformador faz como que uma mesma realidade possa transcender para um olhar de esperança.

A palavra de Deus tem esse papel explícito de dar vida não só à visão das coisas, mas ao pulsar de nosso próprio coração. Em Ezequiel 37, em meio à ausência de vida, é ordenado: “profetize dizendo ‘ossos secos, ouçam a palavra de Javé’”.

Relacionando de forma direta a palavra de Deus e o exercer da arte, o fazer artístico em si já é um ato profético, mas que nem sempre consegue atingir plenamente e por si só a tarefa tão sublime do avivamento dos corações.“Observando bem, vi que apareciam nervos, que iam sendo cobertos de carne e que a pele os recobria; mas não havia espírito neles”.

A certeza de que estamos fazendo a arte que Deus sonhou é quando efetivamente estamos abertos a obedecer a Deus, ao que Ele quer para cada momento, e a docilidade ao Espírito Santo consegue alcançar essa obediência. “Profetizei conforme ele havia mandado. O Espírito penetrou neles, e reviveram, colocando-se de pé. Era um exército imenso”. Assim, teremos a certeza que nosso objetivo será alcançado, a nossa arte estará completa, no sentido que de que conseguirá o êxito mais difícil de ser alcançado em meio à desesperança e insensibilidade: o “reviver os corações”.

 

Por Mabel Zattera, Musicista e Membro da Comunidade Recado.

 

 

Referências

BÍBLIA SAGRADA. "Edição Pastoral". São Paulo, Paulus, 1990.

 

 

 

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