O Amor não é amado!

O Amor não é amado!

Um dia um camponês perguntou para São Francisco: Que aconteceu, irmão, por que estás chorando? O irmão respondeu: Meu irmão, o meu Senhor está na Cruz e me perguntas por que choro? Quisera ser neste momento o maior oceano da terra, para ter tudo isso de lágrimas. Quisera que se abrissem ao mesmo tempo todas as comportas do mundo e se soltassem em cataratas e os dilúvios para me emprestarem mais lágrimas. Mais ainda que juntemos todos os rios e todos os mares, não haverá lágrimas suficientes para chorar a dor e o amor de meu Senhor crucificado. Quisera ter asas invencíveis de uma águia para atravessar as cordilheiras e gritar sobre as cidades: o Amor não é amado! O Amor não é amado! Como é que os homens podem amar uns aos outros e não amar o amor? ” (Irmão de Assis- Inácio Larrañaga).

Deus nos amou primeiro. É nossa primeira conclusão, antes de tudo, antes que tu exististe, antes que o mundo fosse criado, antes mesmo de você saber quem era Deus, Ele já tinha te amado com um amor único e infinito, gratuito e misericordioso, com o amor da salvação. Nenhum amor é como o amor de Deus. Somos limitados, incoerentes à nossa vida cristã em algumas circunstâncias. Ou seja, nada que fizermos será comparada à grandeza de Deus, por mais que achemos que amamos ainda não amamos nessa peregrinação como Deus nos ama, pois Ele é o Tudo. Por isso devemos sempre dar o nosso melhor. 

O Amor não é amado! Podemos ver que essa frase de São Francisco, ela é a Verdade sobre o amor absoluto de Deus.

Todo amor vem de Deus. A fonte de todas as alegrias e todo amor verdadeiro vem de Deus. Ele é a fonte de água viva, é a única fonte que nunca se esgota de amor. Ou seja, se você ama é porque Ele te amou primeiro, você viveu a experiência do Amor Maior. Muitos ainda não se deixaram amar por Ele, por isso que ainda muitos não o amam de verdade. Só quem teve e tem essa experiência com o amor de Deus consegue O amar verdadeiramente.

 “Tudo que fazemos para Deus nunca é o bastante, pois pouco ou nada fizemos, somos servos inúteis, e fizemos apenas o que era necessário e de nossa obrigação...”

 

Por Paulinha Nogueira, membro da Comunidade Recado.

 

Referência

 

  1. Livro O Irmãos de Assis, Inácio Larrañaga.