Música e Igreja: Polifonia e o Organum Paralelo

Música e Igreja: Polifonia e o Organum Paralelo

Texto 6 da Série "Música e Igreja".

 

Como foi dito no texto anterior a Igreja Católica teve três formas diferentes de tecer a música ao executá-la na Igreja, em ritos litúrgicos: monofônia (primórdios do cantochão), polifonia (aumento de recursos e complexidade do canto gregoriano), homofonia (música produzida mais comumente nas paróquias hoje, aos moldes da harmonia referente à música popular).

A partir desse texto pretendemos aprofundar sobre o conceito de “polifonia” e suas primeiras manifestações dentro da Igreja Católica.

Roy Benetti define polifonia como “duas ou mais linhas melódicas tecidas conjuntamente”. As primeiras manifestações dessa maneira de tecer a música eram chamadas de “Organum Paralelo” (na sequência surgiram outros tipos de organum).

Podemos descrever de forma prática a execução do Organum Paralelo como a voz principal (como havia anteriormente na monofonia, com o cantochão feito apenas com uma voz solo) acompanhada da duplicação de outra voz denominada “Voz organal” que vinha geralmente em um intervalo inferior de quarta ou quinta.

No próximo texto daremos continuidade aos primórdios da polifonia e abordaremos sobre outras formas de Organum, o Livre e o Melismático.

 

Por Mabel Zattera, Musicista e Membro da Comunidade Recado.

 

Bibliografia:

BENNETT, Roy. Uma breve história da música. Tradução Maria Teresa Resende Costa-Rio de Janeiro. Zahar. 1986.

Para ler o texto anterior, clique AQUI.

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