Música e Igreja: O cantochão – timbre, forma e textura

Música e Igreja: O cantochão – timbre, forma e textura

Texto 3 da Série "Música e Igreja"

Daremos continuidade ao texto “O cantochão, melodia e ritmo” que tratava de algumas características musicais do primeiro Estilo musical adotado pela Igreja, o cantochão, que ainda é o estilo musical referência na música litúrgica, como podemos ver no documento Sacrossanctum Concilium.

Utilizaremos neste texto alguns dos componentes básicos da música propostos por Roy Benetti. Enfatizaremos o timbre, forma e textura que caracteriza este estilo musical.

O timbre se refere à instrumentação utilizada neste tipo de música que no caso era estritamente vocal.

Já no quesito forma, podemos observar o aspecto de que os cantos podiam ser expressos de modo antifônico; com a formação de mais de um coro que cantavam alternadamente, ou em estilo responsório; em que as vozes do coro podiam responder a um único solista, ou a mais cantores.

No momento inicial deste estilo musical, podemos classificar que a textura era monofônica, ou seja, que não havia acompanhamento, só havia a existência da melodia. Para entendermos, tomemos como base uma formação de grupo muito comum na Igreja atualmente: voz e violão. Nessa formação a voz faz a melodia e o violão o acompanhamento, já no cantochão (em seus primórdios) não existia o recurso do acompanhamento, no nosso exemplo dado anteriormente não teríamos o violão, só as vozes entoavam a melodia.

No próximo texto falaremos sobre a harmonia utilizada no cantochão, para finalizar os tópicos que falam dos elementos básicos da música.

 

Por Mabel Zattera, Musicista e Membro da Comunidade Recado.

 

Referência Bibliográfica:

BENNETT, Roy. Uma breve história da música. Tradução de Maria Teresa Resende Costa. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.

SACROSANCTUM CONCILIUM. Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia.

 

O PRIMEIRO texto da série você pode ler aqui!


O SEGUNDO você pode ler aqui!

 

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