Música e Igreja: O Cantochão – melodia e ritmo.

Música e Igreja: O Cantochão – melodia e ritmo.

Texto 2 da Série "Música e Igreja"

O primeiro Estilo musical adotado pela igreja Foi o cantochão. Por mais incomum que seja para nós em ouvir esse estilo musical quando vamos à Missa, ele ainda é o estilo musical que é referência na música litúrgica. Como podemos ver no Documento Conciliar Sacrossanctum Concilium, “a Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano” (SC 116). É importante ressaltar que essa predileção não exclui outros estilos, “desde que estejam em harmonia com o espírito da ação litúrgica” (SC 116).

Tal importância litúrgica e até mesmo cultural dentro da Igreja Católica, nos desperta o desejo e curiosidade de conhecer mais desse estilo, não somente por nome, mas por suas características musicais.

Para Roy Benetti, grande pesquisador na área de História da Música, conseguimos distinguir um estilo musical de outro, se analisarmos os componentes básicos da música, que são para ele: melodia, harmonia, ritmo, timbre, forma e textura. Para conhecermos melhor as características desse estilo musical por partes, trataremos nesse texto da melodia e do ritmo.

A melodia segue um curso livre e natural, na maioria das vezes dentro de uma oitava, com intervalo geralmente de um tom. Já no componente básico ritmo, podemos observar sua irregularidade, que segue a acentuação das palavras. De acordo com essas informações, é pertinente ressaltar que nesse estilo o mais importante é a letra, que nesse período era o texto sagrado original em latim. Esse foco para o texto que interfere na construção musical desse estilo, tanto para melodia e ritmo.

 

Por Mabel Zattera, Musicista e Membro da Comunidade Recado.  

 

Referência Bibliográfica:

BENNETT, Roy. Uma breve história da música. Tradução de Maria Teresa Resende Costa. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.

SACROSANCTUM CONCILIUM. Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia.

 

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