Música e Igreja: O cantochão – Harmonia

Música e Igreja: O cantochão – Harmonia

Texto 4 da Série "Música e Igreja".

 

Com esse texto iremos encerrar a série que trata dos elementos básicos referentes ao cantochão, o primeiro Estilo musical adotado pela Igreja. Trataremos em linhas gerais da Harmonia.

Para Roy Benett “a harmonia ocorre quando duas ou mais notas de diferentes sons são ouvidas ao mesmo tempo, produzindo um acorde”.

Por mais que na fase inicial desse estilo não tenhamos a presença de um acompanhamento (pois a textura é monofônica, como vimos na definição no texto anterior), temos o carácter harmônico implícito nas sensações geradas pela melodia entoada. Há momentos de tensão e relaxamento dentro de uma melodia que, mesmo sem um acompanhamento, nos fazem memória deste.

O sistema especial de escalas utilizadas nesse período é o modal; diferente dos sistemas que utilizamos atualmente, o tonal, ou seja, que trabalha com tonalidades.

Para acharmos os modos utilizados, podemos tomar como referência a teclas do piano. Se começarmos da tecla branca “dó” e terminarmos uma oitava acima, temos uma escala, se apenas utilizarmos as teclas brancas de “ré” a “ré” temos outra escala, teremos outra escala típica do sistema (diferente de escalas tonais que teriam a armadura com os acidentes respectivos).

Espero ter contribuído para um primeiro contato com o estilo do cantochão e estimulado a escuta e pesquisa sobre um estilo que pode ser cada vez mais apreciado por nós fiéis.

 

Por Mabel Zattera, Musicista e Membro da Comunidade Recado.

 

Para ler o texto anterior, clique AQUI!

 

Bibliografia:

BENNETT, Roy. Uma breve história da música/ Roy Benett; tradução Maria Teresa Resende Costa-Rio de Janeiro: Zahar, 1986.

GROUT, Donald J.; PALISCA, Claude V. Historia da musica ocidental. Tradução Ana Luisa Faria. Lisboa- Gradiva, 1994.


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