Missionareidade

Missionareidade

“Mas como poderiam invocar aquele em quem não creram? E como poderiam crer naquele que não ouviram? E como poderiam ouvir sem pregador? E como podem pregar se não forem enviados? Conforme está escrito: Quão maravilhosos os pés dos que anunciam boas notícias.” Rom 10, 14-15

Neste mês de outubro, mês das missões, começamos o mês celebrando o dia da padroeira das missões, Santa Teresinha. Ela foi exemplo de missionariedade: viveu a vontade de Deus, foi enviada a viver dentro do Carmelo o que Deus sonhou para ela. Em sua alma, ela ansiava ser missionária, queria percorrer a terra, levar a cruz, pregar o nome de Jesus a todos, e fez isso onde o Senhor a enviou. Saiu da sua casa paterna, aos 15 anos, pois era chegado o tempo de Deus na sua vida. O seu lugar era a vida carmelitana, vida de oração e sacrifícios pela santificação dos sacerdotes e a salvação das almas , essa foi a vocação que Deus escolheu para ela.

Deus continua a nos chamar, Ele sabe o nosso lugar, Ele sabe o nosso tempo. Ele mesmo coloca em nossos corações aquilo que Ele deseja, quando estamos intimamente unidos e dispostos a nos abandonar em suas mãos para que Ele faça de nós o que lhe aprouver, e isso só será possível quando estamos abandonados, despojados de tudo, conscientes de que o que o bom Deus fizer de nós será o melhor para a construção do seu reino e para nós mesmos, pois Ele nos chama para realizar seu plano de amor através de nós e em nós. Quando estamos no centro da vontade de Deus, na certeza de estar no lugar certo, no tempo certo, realizando a missão que Ele nos chamou, a sua obra é muito rica, cheia de plenitude.

Talvez tenhamos que renunciar muitas coisas diante do chamado de Deus, porém, quando ouvimos seu chamado e assumimos a nossa missão, ganhamos muito mais lá no céu, e não somente lá, já aqui na terra, Deus nos concede bênçãos e graças grandiosas em nossa vida, pois Ele sempre quer nos fazer felizes e realizados.

"Não tenhais medo de Cristo. Ele não tira nada. Ele dá tudo. Quem se doa por Ele recebe o cêntuplo. Sim! Abri de par em par as portas a Cristo, e encontrareis a verdadeira vida." (Papa Bento XVI.)

O mundo tem sede de Deus, tem sede do nosso Sim, da nossa escuta e da nossa resposta, da nossa disponibilidade de sermos enviados. Para descobrir a vontade de Deus em nossa vida é preciso somente uma coisa: estar com Ele de forma livre, dar liberdade para Ele indicar o caminho que devemos seguir, por onde devemos ir e responder ao chamado de Deus com amor, coragem e confiança, mesmo que a princípio não consigamos enxergar o que virá, mesmo nos achando pequenos diante da nossa missão, se Deus chama, Ele mesmo dá a graça para vivermos. A missão é árdua, porém santificante, nos traz felicidade plena, nos transforma e fortalece.

“Santidade e missionariedade da Igreja são duas faces da mesma medalha", pois "só na medida em que é santa, isto é, cheia do amor divino, é que a Igreja pode cumprir a sua missão", afirmou nosso papa Bento XVI.

Santa Teresinha foi e continua sendo sal e luz do mundo, viveu plenamente seu chamado. Onde Deus nos chama a sermos sal e luz do mundo? O que precisamos deixar para viver o chamado de Deus? Edith Stein dizia: “Perder para ganhar”. É assim concretamente. É perder para ganhar o essencial, para viver coisas que o coração jamais imaginou e ganhar almas, ganhar olhos voltados para esse mesmo essencial, ganhar fé em Deus. Como eles poderiam crer, se não formos enviados?

Voltemos nossos olhos para a necessidade do mundo, voltemos nossa vida para deixar-se conduzir por Deus na nossa família, no nosso trabalho, apostolado, na nossa comunidade, na missão que Senhor quiser nos chamar; em qualquer tempo ou lugar, escutemos os apelos do Senhor, seja aonde Ele quiser nos levar. Sejamos livres em Deus, deixemo-nos ser enviados, Ele fará obras maravilhosas.

 

 


Por: Kilvânia Bezerra Gomes da Silva

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