Ministro de Artes: o que você precisa renunciar para não se afastar de Deus?

Ministro de Artes: o que você precisa renunciar para não se afastar de Deus?

Quando temos aquele encontro pessoal com Jesus Cristo, nos entregamos de corpo e alma ao seu serviço. Naquele momento, nada nem ninguém poderá nos impedir, nem nossos pais.

Colocamos tudo o que temos e somos à disposição do Senhor. Passamos a integrar vários ministérios e pastorais; procuramos a confissão com mais constância, estamos engajados na Igreja e vivemos os melhores dias de nossas vidas. Porém, o tempo vai passando e passamos a “relativizar” nosso chamado.

Vamos recorrer a São Paulo para visualizarmos melhor essa relativização (I Coríntios 6, 9-14):

Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus. Ao menos alguns de vós tem sido isso. Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus. Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos: Deus destruirá tanto aqueles como este. O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo: Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.”

A época em que São Paulo viveu não tinha dias diferentes dos nossos pelo o que pudemos ler acima. Ele nos recorda com veemência que “[...] fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus”. Somos povo santo, escolhido, separado e lavado com o Sangue de Jesus!

Os problemas surgem quando estamos estáveis em nossos ministérios, somos convidados para missões, as pessoas reconhecem nossos dons. Nós nos acomodamos e começamos a cair em “pecadinhos”, com a velha desculpa: “ah! É leve, é venial”. Só que o pecadinho leve, é a armadilha para o pecado grave. Deixamos de procurar o sacramento da confissão, e as coisas começam a desmoronar. Tudo por causa de um “pecadinho”. Não! Não é terrorismo: é a mais pura verdade!

Vamos deixar mais claro, dando apenas um exemplo, entre os citados por São Paulo: a Igreja Católica não proíbe o consumo de bebidas alcoólicas. Numa festa, em casa, com os amigos, com controle da nossa vontade sobre a bebida. O que não pode acontecer é o exageiro, pois este leva ao vício. Começamos a criar pretextos para beber. A bebida passa a dominar o controle que temos sobre nós mesmos. A habitualidade ou o vício começam a fazer as pessoas à nossa volta sofrerem. Continuamos achando que estamos no caminho certo porque, “bebemos, mas ainda continuamos servindo na Igreja”.

São Paulo nos alerta: “não vos enganeis”. Isso porque, por vezes, nossas renúncias podem ser inclusive de coisas lícitas e justificáveis. Portanto, quando nos colocamos no caminho do Senhor, principalmente quando servimos, temos de fazer várias renúncias, vários pequenos ou grandes sacrifícios para nos mantermos íntegros e não causarmos escândalos.

A renúncia implica em dor, perdas. Mas, qual sacrifício estamos dispostos a fazer para não nos afastarmos de Deus? Perderemos prazeres terrenos, mas ganharemos a Glória do Céu, pois, “Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.”. Além disso, não precisamos todos perder as mesmas coisas. Cada um possui sua própria necessidade de renúncia.

O que preciso renunciar?

 

Por Sara Pimentel, Membro da Comunidade Recado

 

 

 

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