Meu irmão de ministério está com depressão, e agora?

Meu irmão de ministério está com depressão, e agora?

O fenômeno da depressão é algo bastante comum hoje em dia. Pelo fato de muitas pessoas passarem por essa situação, é importante falar dela, caso aconteça com um irmão de ministério. Primeiramente é importante afirmar que não é nosso papel na comunidade ou no grupo de oração fazer diagnósticos de doença. Não podemos ir fazendo diagnósticos do que nossos irmãos podem estar sofrendo por mais que tenhamos lido a respeito. Esse papel cabe aos profissionais dessa área, no caso o psicólogo e o psiquiatra.

Outra questão é eu lidar com alguém que já foi propriamente diagnosticado com depressão. Assim, o nosso papel é o papel de cada cristão diante de alguém em uma situação de sofrimento. Precisamos ajudar no que pudermos e nos importar com a situação. Rezar pelo irmão, estar disponível para escutar quando necessário. A depressão é uma situação delicada que não pode ser simplificada. Incentivos feitos de forma errada podem servir como pressão e atrapalhar mais do que ajudar. É importante ajudar os irmãos a viverem bem o seu tratamento e não correr o risco de falar algo inadequado.

A depressão é uma realidade difícil em que muitas pessoas sofrem dificuldades ou até mesmo impedimentos de realizarem algumas atividades. Caso isso afete as atividades do ministério é preciso ter paciência com eventuais ausências das reuniões ou dificuldades em alguns serviços. A cobrança não pode ser feita sem entender os limites do irmão em dar respostas que ele dava anteriormente. É importante discernir se durante o tempo de depressão o ministério vai ser apropriado ao irmão em questão ou só vai servir como mais um fator de angústia para ele. Pode ser que seja preciso que ele se afaste do ministério por um tempo para que possa se recuperar devidamente e não piorar a sua condição frágil.

Tudo isso precisa ser feito em um clima de discrição e sigilo. Algumas pessoas não gostam que as outras saibam que ela tem depressão e isso é um desejo que precisa ser respeitado. Em muitos casos não vamos saber de detalhes da situação do outro e respeitar os limites de ajuda ou de intervenção. Cabe aí rezarmos à distância e guardarmos um silêncio santo sem cairmos em qualquer curiosidade travestida de compaixão. O importante são as necessidades do irmão e o que for melhor para ele. Isso é o mais importante.

Por fim, precisamos dizer que a depressão não é o fim de tudo. Existem bons tratamentos e bons profissionais que alcançam ótimos resultados. Nosso papel é fazer nossa parte e cuidar do outro no que estiver ao nosso alcance. Num ministério cada um cuida do outro e se importa. Mesmo que ele não consiga desempenhar suas funções. A pessoa sempre vai ser mais importante que a função.

 

Por Leonardo Falconeri, Psicólogo e Membro Compromissado da Comunidade Recado

 

 

 


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