Meu chamado de consagração a Nossa Senhora

Meu chamado de consagração a Nossa Senhora

Minha história de cuidado através das mãos de Maria começou antes do meu nascimento, quando minha mãe, após consultar oito médicos, teve em todos eles o indicativo de realizar uma histerectomia. Porém ela tinha em seu coração um desejo de ter uma filha mulher, nessa época ela só tinha o meu irmão. Com muita fé, fez uma promessa com Nossa Senhora e Santa Teresinha do Menino Jesus e durante a realização da Novena das Rosas, recebeu uma rosa, anunciando que sua graça seria alcançada. Pouco tempo depois eu nascia e Nossa Senhora foi tão generosa com ela que lhe deu não somente uma filha mulher, mas duas filhas de Maria. Após meu nascimento veio minha irmã, grande presente de Deus em minha vida. Após o nascimento da nossa caçulinha, realmente minha mãe passou pela histerectomia.

Desde muito pequena, não me recordo qual idade precisamente, mas pelo que minha lembrança alcança por volta de seis ou sete anos já surgia em meu coração um amor muito especial por Nossa Senhora, nesta idade, incentivada pela minha avó, a quem eu tanto amava, já tinha uma devoção toda especial a Medalha Milagrosa. Vovó também foi um grande presente de Deus em minha vida que além de um amor incondicional, me ensinou a trilhar nos caminhos de Deus e a amar, honrar e respeitar sempre Nossa Senhora. Desde que perdi meu pai, aos dois anos de idade, minha avó era meu tudo, meu porto seguro. Foi ela que me ensinou a chamar intimamente Nossa Senhora de “Mãezinha”.

Na adolescência continuei com minha devoção, não saia de casa sem minha medalhinha de Nossa Senhora. Acho que a Mãezinha já sonhava e esperava a minha consagração a ela; era estranho não trazer comigo um símbolo sequer de Nossa Senhora junto a mim.

Durante muitos momentos de minha vida fui sempre sentindo e reconhecendo em meu coração a presença de Nossa Senhora, durante certo tempo em que fiquei mais afastada da Igreja, aprendi a desenvolver uma intimidade diária com ela. Fato este que na ocasião me supria, amparava, protegia, consolava, fortalecia e me reerguia nos momentos mais difíceis de minha vida. Aprendi que um filho de Maria nunca passa dificuldades sem provar do grande amor de Deus, sempre consolado pelo amor maternal dela.

Dentre esses momentos a morte do meu maior alicerce de amor, minha avó e o diagnóstico de uma endometriose profunda e invasiva em um espaço de menos de um mês. Um pouco antes desse diagnostico, embora já estivesse com pouco mais de dois anos de casada, não planejávamos ter filhos e sempre que indagados sobre esta possibilidade tanto eu quanto meu esposo respondíamos que ainda não era o momento ideal, queríamos filhos, não estávamos preparados financeiramente.

Com o diagnóstico me foi dado um ultimato para a realização da maternidade, pois esta seria o melhor tratamento para este diagnóstico e por mais incrível que pareça no pior momento financeiro para nós. Nessa ocasião tive meu primeiro contato com a Comunidade Recado, onde fui levada por minha irmã que já fazia parte da comunidade. Durante o tratamento desta enfermidade e a espera da realização da maternidade rezava sempre com duas irmãs da comunidade muito queridas, ministras de Cura. Passei a rezar os ofícios todos os dias e sentia em meu coração Nossa Senhora me alertando que o Tempo ideal não era eu nem meu marido que determinávamos favorável ou não, que eu apenas confiasse e me entregasse a vontade de Deus, pois a minha razão me dizia a todo tempo “Como engravidar no momento que eu considerava menos favorável financeiramente falando?” Cirurgias, tratamentos e alguns questionamentos que a razão me trazia a tona.

Enfim, a resposta de tudo aconteceu no mês de março, bem próximo a data da festa da anunciação de Nossa Senhora. Era 21 de março, dia do aniversário da minha irmã quando recebemos com muita alegria a noticia que eu estava grávida. Então, no dia da anunciação já iniciei a novena dos nove meses de preparação ao parto da Santíssima Virgem Maria, que rezei a minha infância inteira com minha avó, mas dessa vez era muito especial eu e Nossa Senhora juntas e grávidas, vivenciando o doce mistério da maternidade. Hoje tenho uma profunda gratidão a Deus por ter tido a oportunidade de vivenciar tudo isso e como já falei que eram tempos muito difíceis financeiramente falando para nós, aprendi a confiar e me entregar à providência de Deus.

A minha Grande Benção de Nossa Senhora atende pelo nome de Vitória, hoje ela está com 10 anos e é linda, doce, terna, meiga, filha de Maria consagrada antes do Ventre. Após o nascimento da nossa princesa, confesso que nunca experimentei tão forte do amor de Deus por nós, nada nos faltou, tudo Deus proveu, fato que me provou que o Amor dele por nós é infinitamente maior do que qualquer dificuldade.

Eu vivenciava a cada dia mais os milagres de Deus em nossas vidas, mas sempre muito só, pois meu marido não tinha religião nenhuma. Na verdade, só casamos no religioso por que foi uma exigência minha, pois sabia que isso seria uma tristeza muito grande para minha avó. Muito embora ele não tivesse religião, sentia que Nossa Senhora já o tocava desde o inicio do nosso namoro, pois minha avó havia dado uma medalhinha de Nossa Senhora que ele passou a carregar com ele e no casamento a única musica que ele escolheu foi “AVE MARIA”. A primeira vez que meu Marido recebeu o Corpo de Cristo foi em nosso casamento. Mesmo assim, quando nossa filha nasceu foi uma batalha enorme para batizá-la, mas eu finquei o pé novamente e batizei.

Mais recentemente veio outra polêmica, a Primeira Eucaristia da Vitória. Nossa filha, como uma verdadeira “consagradinha”, sempre teve um amor por Nossa Senhora, quando minha mãe enfrentou um C.A de mama ela rezava o terço diariamente com ela com menos de dois anos. Além disso eu tinha uma recordação linda do meu primeiro Encontro Eucarístico com Jesus Cristo e lógico, que eu queria isso para ela também. Agora as questões estavam mais difíceis que na época do batizado, pois meu marido agora queria ser evangélico. Ele me pediu para ir com ele em algumas igrejas evangélicas e eu fui, porém alertei que se ele decidisse ficar seria muito difícil para mim estar onde Nossa Senhora não está. Foi quando mais uma vez a minha irmã nos ajudou, nos inscreveu no seminário de vida no Espirito Santo para casais, na Comunidade Recado, onde meu esposo foi profundamente tocado por Nossa Senhora.

Em novembro do ano passado, nos consagramos ela, eu e ele. Louvo e bendigo a Deus por suas maravilhas em nossas vidas. Os milagres, o amor e o cuidado de Deus eu continuo vivenciando e os reconhecendo diariamente em nossas vidas. Este mês de Maio estamos comemorando 15 anos de casado e então renovaremos nossos votos com um grande significado, o de conversão do meu esposo e graças a Deus a Primeira Eucaristia de minha filha.

Até aqui o Senhor nos ajudou e confio que nos ajudará sempre para sermos testemunhos vivos do poder do seu amor. Uma família consagrada a Jesus por meio das mãos de Maria.

 

Por Andreya Arruda

 

 

 

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