Marco Zero: a chance do recomeço!

Marco Zero: a chance do recomeço!

No ano de 2001, o mundo assistiu atônito as imagens dos ataques de 11 de setembro, às torres gêmeas, acontecidos nos Estados Unidos. Sem dúvida, as cenas que mais nos marcaram foram as dos aviões atingindo os prédios, e momentos depois, o desabamento de ambos. O mundo ficou em choque pelo ato extremo de violência. Entretanto, apenas vou utilizar esse fato para fazer uma comparação com nossas vidas, sem entrar no mérito de culpados ou inocentes.

No local onde antes existiam as torres gêmeas, após a remoção dos escombros, foi feito um memorial a todas as pessoas que ali morreram: surgia o “Marco Zero”.

Queridos, é aí que começa minha comparação. O “Marco Zero” é muito mais que um monumento às vítimas. É um recomeço após o caos, a tristeza, a morte, depois de tudo aquilo que não conseguimos compreender nem esquecer. Antes, existiam duas imponentes construções. Ali se concentravam grandes negociações, girava muito dinheiro. Em poucas horas, tudo foi ao chão.

Muitas vezes acontecem fatos em nossas vidas que nos remetem ao caos da desesperança, da morte (física ou espiritual), da perda da fé. A situação é tão extrema que não conseguimos respirar; até o dia em que acordamos e dizemos: vou começar do “zero”. Creio que a maioria de nós já teve que partir desse ponto. Estivemos firmes, rijos, inabaláveis, até que algo nos levou ao chão em poucas horas. E posso dizer, por experiência própria, que o recomeço é bem complicado. Complicado, porém, leve.

Complicado porque envolve a remoção dos entulhos: engolir o orgulho, mudar atitudes, perdoar e pedir perdão, reconhecer nossas fraquezas. Complicado porque NÓS gostamos de conduzir a vida do NOSSO JEITO (que, na maioria das vezes, não traduz a vontade de Deus). Relutamos, muitas vezes, em nos reconhecermos totalmente dependentes de Deus. Sozinhos, sequer andamos. Não é fácil entregar as rédeas da vida a Deus, sem saber para onde Ele quer nos conduzir. Somos controladores, possessivos, e se temos medo de entregar a direção a Deus, é porque nossa fé é fraca.

Mas, o recomeço também é leve. Leve, porque, partindo do “Marco Zero”, não temos mais bagagem alguma para carregar. Lembram-se? Toda aquela “construção” que fizemos da nossa vida desabou. Vida alicerçada na confiança em si próprio ou nos recursos financeiros, na humilhação alheia, nos preconceitos, na falta de amor, caridade e fé. Partiremos de outra forma, pensando de outra maneira, porque sabemos que da primeira vez não tivemos sucesso. As atitudes são outras. Não queremos sofrer novamente pelo mesmo motivo. Passamos a enxergar Deus, que sempre esteve no mesmo lugar nos esperando, com as mãos estendidas, repletas de amor e misericórdia, como na passagem do Filho Pródigo. Colocamos Deus no controle de nossas vidas e de nossos projetos, e tudo começa a prosperar.

Vejo no recomeço a imagem de um bebê que lá pelos oito meses de idade quer começar a andar. Ele confia no adulto que está consigo, agarra suas mãos, e andando daquele jeitinho, vai indo, até que aprende a andar corretamente.

E é assim que deveremos agir se desejamos o recomeço, o “Marco Zero”. Confiando mais em Deus, orando, fazendo uma leitura orante da Bíblia, procurando mais a Igreja, sua comunidade e seus irmãos em Cristo. Fisicamente, nossos irmãos nos segurarão pelas mãos, mas sabemos que aquela força vem do Alto!

O “Marco Zero” é Misericórdia; é a nova oportunidade que nos é dada por Deus!

 

Por Sara Pimentel, membro da Comunidade Recado.

 

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