Francisco identifica na família o antídoto para a lógica do

Francisco identifica na família o antídoto para a lógica do

Faltando pouco mais de uma semana para o Encontro das Famílias e menos de três para o início do Sínodo, o papa Francisco volta a refletir sobre a aliança homem-mulher como um dos principais antídotos contra os males do mundo.
Durante a audiência geral desta manhã (16/09), a última do ciclo sobre a família e o casamento, o Santo Padre mencionou os dois eventos chamando-os de “belos e desafiadores”: “um respiro mundial, que corresponde à dimensão universal do cristianismo, mas também ao alcance universal desta comunidade humana fundamental e insubstituível que é a família”.
O papa refletiu sobre os "efeitos de longo prazo de uma sociedade governada pela tecnocracia econômica", tal como a de hoje, onde "a subordinação da ética à lógica do lucro dispõe de recursos imensos e de enorme apoio midiático".
“Uma nova aliança do homem e da mulher é não apenas necessária, mas também estratégica para emancipar os povos da colonização do dinheiro".
A esperança do papa é que esta aliança volte "a orientar a política, a economia e a convivência civil" e decida "a habitabilidade da terra, a transmissão do sentimento da vida, os laços da memória e da esperança".
Selando a aliança entre o homem e a mulher já na criação, Deus "confiou à família não o cuidado da intimidade como fim em si mesma, e sim o projeto emocionante de tornar o mundo ‘doméstico’".
A família, portanto, pode salvar a humanidade dos muitos e variados "ataques", "destruições" e "colonizações", como a do "dinheiro" ou das "ideologias que tanto ameaçam o mundo".
A criação de Deus "não é simplesmente uma premissa filosófica: é o horizonte universal da vida e da fé! Não há um plano divino diferente da criação e da sua salvação", continuou o papa.
O que acontece entre o homem e a mulher "dá o tom a tudo" e a sua "rejeição da bênção de Deus leva inevitavelmente a um delírio de onipotência que arruína tudo": são os efeitos do "pecado original", uma "doença" da qual todos nós mantemos o “legado”.
Apesar do pecado original, "não somos amaldiçoados nem abandonados a nós mesmos". Deus remedia a ruptura da aliança primigênia colocando "inimizade" entre a descendência da mulher e a da serpente demoníaca, "enganadora" e "encantadora".
O Criador marcou assim a mulher "com uma barreira de proteção contra o mal, à qual ela pode recorrer - se quiser - em todas as gerações". Isto significa que "a mulher tem uma bênção secreta e especial para a defesa da sua criatura do mal! Como a Mulher do Apocalipse, que corre para esconder o seu filho do dragão" (Ap 12,6).
Apesar dos muitos "clichês", muitas vezes "ofensivos", sobre a mulher "sedutora que inspira para o mal", "há espaço para uma teologia da mulher que esteja à altura desta benção de Deus para ela e para as gerações".
Deus, porém, exerce uma "proteção misericordiosa" do homem e da mulher mesmo depois da expulsão do Éden, quando lhes deu "túnicas de pele e os vestiu" (cf. Gn 3,21), não os abandonando ao seu "destino de pecadores". Esta prestimosidade de Deus é como uma "carícia" em nossas "chagas", em nossos "erros", em nossos "pecados".
A promessa feita por Deus ao homem e à mulher na origem da história "inclui todos os seres humanos até o fim da história", e, se mantivermos "fé suficiente, as famílias dos povos da terra se reconhecerão nesta bênção".
No final da catequese, o papa Francisco fez um apelo a todos os homens de boa vontade: "Quem se deixar comover por esta visão, seja qual for o seu povo, nação, religião, caminhe conosco! Será nosso irmão e nossa irmã, sem fazer proselitismo".
Antes da bênção final para todas as famílias presentes, o Santo Padre recordou que "o propósito de Deus" é "nos tornar todos irmãos na vida, em um mundo que vai em frente e que nasce justamente da família, da união do homem e da mulher".

Por: Zenit

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