Existe bullying dentro da vida comunitária?

Existe bullying dentro da vida comunitária?

O termo da palavra “Bullying” tem origem inglesa bully que significa “valentão”. É um assunto muito discutido na sociedade, especialmente nas escolas, onde ocorre com mais frequência entre os adolescentes. São atos de abuso psicológicos, possuem um caráter intencional de quem agride. O agressor tem atitudes ofensivas, irônicas e em alguns casos, podem ameaçar os mais fracos. Pode começar com um simples apelido “inofensivo”, mas que pode ter uma grande repercussão na vidade quem recebe.

Para o Papa Francisco, o bullying, como toda violência contra os mais fracos, “é obra de Satanás”, é “uma das manchas do pecado original”, “porque isto é obra do diabo, agredir o fraco”¹. Para Francisco, o fato de termos no coração o desejo de agredir alguém, ele ressalta que o diabo está ali. A Palavra de Deus, na passagem de do Evangelho de São Mateus diz: “Porque a boca fala do que lhe transborda o coração”². De fato, se nosso coração está cheio de maldade, inveja, a nossa boca transbordará raiva, inveja, ódio e rancor. Caso contrário, dificilmente agrediremos nosso irmão. Do que o nosso coração está cheio?

Portanto, é possível existir bullying dentro da vida comunitária, dentro de casa, até dentro da própria igreja. E tudo começa apenas com apelidos inofensivos, mas que aos poucos vai ferindo o coração do nosso irmão gerando assim conflitos interiores.

A partir do momento em que a situação foge do nosso controle, é importante parar e nos questionar: “Até que ponto a minha brincadeira fere o outro?; será que o outro gosta desse tipo de brincadeira ou apelido?; onde está a liberdade interior? Ou até onde tenho agido de forma ofensiva”? Precisamos cada vez mais pedir a Deus a graça de sermos cada vez mais semelhantes a Cristo. Ter o nosso coração cheio do amor e misericórdia de Deus, e transbordar esse amor na vida do nosso irmão.

Para lidarmos com essas situações na vida comunitária podemos contar com a graça de Deus! E usar o “diálogo” como ponte para resolver essas questões. Buscar colocar para o outro o que sentimos, o que não gostamos, o que nos fere. Sermos honestos conosco e com os nossos irmãos. Para o Papa Francisco, “O diálogo é a capacidade de ouvir, colocar-se no lugar do outro, construir pontes”³.

Peçamos a Deus a graça de ter um coração cheio da presença Dele, cheio de amor, misericórdia e compaixão. Que Ele nos dê a capacidade de ouvir o coração do nosso irmão, de construir pontes através do diálogo e respeitando o tempo e espaço de cada um. A vida comunitária e fraterna será muito mais alegre e leve construindo um lugar melhor para se conviver, mas é preciso construir juntos! Com amor no coração é possível sarar todas as feridas causadas na vida do outro e derrubar o bullying na nossa convivência fraterna.

 

Por Rafaela Cassimiro, membro da Comunidade Recado.

 

Referências

1. http://cleofas.com.br/papa-francisco-condena-o-bullying-nas-escolas-e-obra-de-satanas/

2. https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/12/

3.https://www.acidigital.com/noticias/isto-e-o-que-o-papa-francisco-pensa-sobre-o-bullying-48631