Escolhendo os cantos para a Missa: em que se basear?

Escolhendo os cantos para a Missa: em que se basear?

Seja bem-vindo, seja bem-vinda a esta breve reflexão sobre a escolha dos cantos para a Missa!

Algumas pessoas perguntam porque às vezes se cantam na Missa as músicas do "jornalzinho" (folheto litúrgico) e outras vezes se escolhem outros cantos. E também perguntam como fundamentar essas escolhas.

A referência básica para tudo que diga respeito à Missa é a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), atualmente em sua 3a edição, e, claro, o próprio Missal, uma vez que os ritos são expressivos por si mesmos e nos informam muitas e preciosas coisas.

Vários documentos da Igreja e outras publicações podem também nos ajudar. Uma publicação bastante interessante é o Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB.

Quanto aos critérios de escolha dos cantos, o fator mais decisivo a se considerar é a letra.

A letra, por exemplo, dos cantos do chamado ordinário da Missa deveria ser sempre aquela letra prevista nos próprios ritos. Isso se dá, por exemplo, quanto ao Ato Penitencial, o Senhor, tende piedade, o Glória, o Santo, o Cordeiro e tudo o mais a que também chamamos de partes fixas da Missa.

Os cantos que não tem letra específica previstos no Missal são o Canto de Entrada, o Canto para o rito da Aspersão, caso este substitua o Ato Penitencial, o Canto das Ofertas, o Canto da Comunhão e o Canto Após a Comunhão. Como toda a nossa liturgia, estes cantos deveriam ter letras inspiradas na Palavra e nas fontes litúrgicas.

Há também cantos que por vezes acrescentamos, e que não estão previstos no Missal, como, por exemplo, o Canto Final, o Canto para introduzir a Liturgia da Palavra e outros. A Palavra e as fontes litúrgicas também deveriam ser sua inspiração.

Não há, de fato, obrigatoriedade de seguir os folhetos litúrgicos. Isso é uma questão pastoral a ser resolvida pela comunidade.

Em linhas gerais, esses são os critérios que orientam a escolha dos cantos para a Missa.

Paz e Bem, e fraterno abraço!

 

Fontes: Instrução Geral do Missal Romano, 3a.edição, 46 a 90, e SacrosanctumConcilium, 121c.

Por André Zamur, Membro da Comunidade Recado.


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