Erro n°1 do ator católico

Erro n°1 do ator católico

Apontar o erro mais grave de um ator católico é algo complicado, pois cada um erra em diferentes áreas e em diferentes contextos. Mas, podemos apontar um erro que consideramos o número um por ser um erro que causa vários outros erros. Não vamos considerar a falta de intimidade com Deus como um erro de um ator católico, pois esse erro na verdade é um erro do cristão, por assim dizer. Se eu professo uma religião eu por bem preciso praticá-la.

Tendo em vista tudo isso o erro número do ator católico é a falta de estudo. Ninguém aprende a ser um bom ator se não houver aí implicado um profundo processo de estudo e de trabalho. Fazer arte nunca foi algo fácil e sem sacrifícios. A arte católica não foge à essa regra. Como podemos querer ofertar o melhor para Deus se eu não estou disposto a me esforçar para obter esse melhor? Quando falo em estudo eu não me refiro a você necessariamente precisar ingressar em uma faculdade de Artes Cênicas ou fazer algum conservatório. Isso se destina a algumas pessoas chamadas a isso, mas não é uma regra. Se tiver interesse, melhor ainda. Os conhecimentos obtidos em tais locais vão ser valiosos para a evangelização.

A compra de livros, o estudo de peças de teatro, vídeos de qualidade sobre o teatro que assisto pela internet são exemplos de forma de estudo que qualquer pessoa interessada o suficiente pode fazer. Isso não pode acontecer só quando o coordenador ou a comunidade me peça que se faça. Precisa ser uma necessidade constante de cada ator católico. O nosso público se torna cada vez mais exigente com a qualidade da nossa evangelização através das artes. Se não atendemos essa exigência nossa mensagem pode ficar comprometida.

O ator católico é chamado a continuamente estudar e aperfeiçoar a sua arte. O que você sabe fazer hoje no palco não será suficiente no futuro. E esse estudo vai, em algum momento, passar por outra pessoa. Seja fazendo cursos práticos de teatro com profissionais mais experientes, ou mesmo trocando experiência com algum outro ator. A figura de outra pessoa se faz de suma importância. Sem essa troca corremos o risco de cairmos no autorreferência e isso é muito perigoso para a nossa arte. Essa troca implica que nosso estudo artístico não pode ficar restrito apenas aos artistas cristãos ou católicos. Precisamos dominar uma série de técnicas seculares e saber utilizá-las da melhor forma para incrementar nossa arte católica. Existe uma série de excelentes profissionais do teatro com os quais podemos aprender muita coisa. Vale nesse contexto lembrar o conselho bíblico de “examinar tudo e ficar com o que é bom” (cf. I Tes 5,21).

Esse aperfeiçoamento de nossa arte precisa ser uma sadia obsessão pela excelência no que eu faço. Deus é o centro dessa excelência. Procuro ser melhor não para alimentar a minha soberba, mas para evangelizar mais e melhor para Deus. Fazemos por Deus e para Deus. Mas, a minha parte é não ficar satisfeito com o nível que cheguei. Quando não estudo eu abro espaço para o improviso pernicioso, para a arrogância de achar que sei tudo. Posso cair em um fechamento de ideias e conceitos. Corro o risco de contribuir para atrasar os planos de Deus. Faço um contratestemunho e dissemino a atitude do menor esforço, atitude vinculada ao pecado da preguiça. Além disso, o nível de minhas peças de teatro permanece baixo e dificulta alcançar mais pessoas. Por isso se faz urgente começarmos o quanto antes a estudarmos em nossos grupos e Ministérios de Teatro. E que esse estudo esteja acompanhado de uma fecunda vida de oração. Sem essa vida de oração você corre o risco de sem perceber estar procurando aperfeiçoar como ator mundano. Não mais como ator católico. Bom estudo!

 

Por Leonardo Falconeri, Membro Compromissado da Comunidade Recado.

 

 

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