Eis o coração que tanto amou

Eis o coração que tanto amou

Eis o coração que tanto amou
Junho é o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, tempo favorável para aprofundarmos nossa espiritualidade e aumentar o nosso amor por Jesus. "O Filho de Deus amou-me e entregou-me por mim "(Gl 2,20). Amou-nos todos com um coração humano. Por esta razão, o Sagrado Coração de Jesus, transpassado por nossos pecados e para nossa salvação. ( CIC 478).
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é muito antiga, os Padres da Igreja já falavam dela. Tudo brota daquele Coração “manso e humilde” que por nós foi transpassado pela lança do soldado Longuinho, na Cruz do Calvário. Dele saiu sangue e água, símbolos do batismo e da Eucaristia, e também da Igreja.
Esta devoção ganhou novo impulso após as visões de Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), difundidas por seu confessor São Claude de la Colombière (1673-1675). Era uma época difícil, onde havia uma heresia chamada Jansenismo, de Jansen, que pregava um cristianismo triste, onde poucos se salvavam, onde se disseminava um medo de receber Jesus eucarístico, etc. Para eliminar essa tristeza Jesus mostrou seu Coração humano e misericordioso a Santa Margarida, como tábua de salvação para todos os pecadores que nele confiassem.
“Eis o Coração que tanto amou os homens”. Numa de suas aparições a Santa Margarida Maria, Nosso Senhor mostrava- se transbordante de luz e com uma expressão repleta de bondade e misericórdia. Apontando seu próprio Coração, Ele transmitiu-lhe esta queixa afetuosa: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até se esgotar e consumir para lhes testemunhar seu amor, e que, como retribuição, da maior parte só recebe ingratidões”.
Esta ardente devoção ao Sagrado Coração de Jesus observamos que foi em todos os tempos. São João Evangelista, foi um dos primeiros devotos do Sagrado Coração de Jesus. João era chamado de “o Discípulo Amado”. Uma grande prova de afeição de Nosso Senhor Jesus Cristo pelo jovem João aconteceu durante a Última Ceia. João estava à direita do Mestre, ele reclinou -se no peito de Jesus, no Coração de Jesus. (João 13,24).
Santo Agostinho afirma: “nesse momento, estando João tão próximo da fonte de luz, ele absorveu dela os mais altos segredos e mistérios que depois derramaria sobre a Igreja”.
A quem nós melhor dirigir-nos, com efeito, para obterdes a graça de terna devoção ao Coração de Jesus, do que ao discípulo muito amado; que possamos aprender com João, que durante a ceia reclinou-se sobre esse divino Coração, e foi o primeiro que penetrou-lhe todos os segredos; único dentre todos os outros que recolheu- lhe os últimos suspiros na Cruz e compartilhou as dores de Maria quando esta presenciou traspassar esse Sagrado Coração com o ferro da lança; que dele viu manar sangue e água, como dá testemunho; e o primeiro que entrou nesta chaga de amor, para nela repousar.
 
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Por Paulinha Nogueira- Membro da Comunidade Recado.
 
 
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