E quando minha dança não toca ninguém?

E quando minha dança não toca ninguém?

Você que é ministro de dança, já se perguntou que dança é essa que você dança? Em algum momento dessa caminhada ministerial, no serviço da Igreja por meio da arte, você já deve ter se perguntado isso, e se não o fez, está na hora de se questionar!

Dançar na Igreja, em Deus e para Deus é um ministério que exige um profundo autoconhecimento de si e de sua arte. Mesmo no meio secular, a arte pressupõe sensibilidade, e esta requer mergulhar dentro de si em busca do sentido daquilo que se faz. Portanto, como ministro de dança se deve viver essa experiência de autoconhecimento buscando dentro de si o sentido da arte e o sentido de colocar essa arte a serviço de Deus.

Na Igreja, não se dança para que o indivíduo seja visto, para que a arte em si seja contemplada. Na Igreja, a arte em geral, mas especificamente a dança, deve levar os indivíduos para Deus, isto é, o ministro é instrumento, canal da graça de Deus aos irmãos. A contemplação aqui não é da arte, mas do Autor Maior dessa arte, do Mistério de Amor de Deus. A dança é uma expressão de amor dos indivíduos para Deus e do amor de Deus aos irmãos. Se eu compreendo a minha arte a partir dela mesma, corro o risco de dançar para enaltecer meu ego, minhas potencialidades físicas e técnicas, deixando de lado a experiência de intimidade com Deus.

O autoconhecimento é essencial a todos, sobretudo, àqueles que escolhem trilhar o caminho de Deus. Não dá para seguir a Cristo em nossos enganos próprios. Não dá para ser de Deus pela metade e, tampouco segui-lo guiado pela própria vontade. O artista tem naturalmente a tendência a buscar sempre a sua vontade e se não se dispõe a rasgar os véus que encobrem sua verdade, dificilmente conseguirá sair de si para fazer a vontade de Deus.

Dessa maneira, o ministro de dança enquanto artista, jamais irá submeter sua arte ao Senhorio de Jesus, se não conhecer a si mesmo. Seu Eu artista será o Senhor de sua vida e sua arte nunca estará a serviço de Deus, mas a serviço de si mesmo, de seus próprios caprichos e vontades. A falta de autoconhecimento para um artista o leva ao pai de todos os pecados, o orgulho, a soberba. Seu dançar jamais será para resplandecer o Amor Maior, mas para se auto promover, para ocupar um lugar que não é seu e sim de Deus.

Você que é artista, ministro de dança, não queira conhecer o outro de seu ministério e resolver todos os problemas dele, sem antes se conhecer, sem antes saber quais são as suas dificuldades e limitações, quais são suas fraquezas. Não queira definir e qualificar a arte, o dançar de seu irmão, sem antes conhecer sua própria arte, sem antes olhar para seu dançar sem véus. Muitas vezes, se não na maioria delas, o que incomoda no outro é justamente aquilo que eu renego em mim mesmo. Não faça dos irmãos uma projeção de suas misérias.

Se eu não me conheço, dificilmente saberei que dança é essa que eu danço. A ausência de sentido do ser é a ausência de sentido no dançar, é um dançar vazio que não toca a ninguém. Se o seu dançar não toca sua alma, não vem do interior, se não te leva a uma experiência íntima de amor com Deus, também não levará os outros a um encontro pessoal com Cristo. O primeiro a ser tocado pela dança é o próprio ministro.

Em Oséias 2,14 o Senhor diz: “Eu te conduzirei ao deserto e lhe falarei ao coração...” Adentrai o deserto de sua alma conduzido pelo Espírito Santo de Deus e deixai que Ele revele a sua verdade, te dê a conhecer a si mesmo.

Ministro de dança, tenha coragem de olhar para si mesmo sem véus, sem reservas, buscando a luz do olhar misericordioso de Jesus conhecer-se para amar-se e, assim ser reflexo do amor de Deus em seu dançar.

Por Laianne Viana.


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