“E começando a afundar gritou: Senhor, salva-me!”

“E começando a afundar gritou: Senhor, salva-me!”

Nessa frase do evangelho, vemos o desejo que Pedro tinha de ser salvo. Ele teve medo e começou a afundar, mas não desistiu, ele GRITOU. O medo lhe roubou o controle do corpo, mas a voz permaneceu. Ele usou o artifício que tinha.

Quantas vezes o medo já te roubou a força das pernas e te impediu de andar? E o que você fez? É certo que em diversas situações o medo nos rouba algumas capacidades. Mas o que nos sobra? Pedro gritou, mas e se eu perder a fala? Restar-me-á o olfato, a audição, o tato, a visão... Nossos sentidos nos proporcionam o nosso relacionamento com o meio ambiente, com as pessoas e precisa ser assim também com Deus. Quando lhe faltar a fala, olhe demoradamente pro céu e deixe ser renovada em você a certeza de que Deus sempre está perto.

Pedro gritou porque sabia que Jesus o amava e não o deixaria só. Deus, que nos ama, está sempre perto: ouve nossos gritos, nossos sussurros, conhece nosso cheiro. O importante é não parar de falar, de pedir que Ele nos salve das águas que nos afogam. Seja com o olhar, com a voz ou com uma mão estendida, dirija-se a Deus. Ele está perto e ouvirá o grito, acolherá o olhar e apertará a mão. Ele deseja um relacionamento estreito, íntimo, com cada um de nós.

 

Por: Talita Lima - Membro da Comunidade Recado

 

Você acha que está faltando mais formação para os artistas católicos? Então CLIQUE AQUI e temos uma solução para te apresentar.