Dicas para melhorar a expressão na dança

Dicas para melhorar a expressão na dança

É muito comum em ministérios de dança, os ministros justificarem as caretas que fazem durante os ensaios por “ainda estarem aprendendo a coreografia”. No entanto, a fisionomia do ministro deve sempre buscar a expressão daquilo que se dança, ou seja, a fisionomia faz parte do figurino do dançarino. Ela compõe a coreografia de modo a expressar a dança. Sendo assim, quando se faz uma careta ou se tem um vício de expressão nos ensaios (morder os lábios enquanto dança, por exemplo), esses “detalhes” passam a ser gritantes na hora da apresentação.

É recorrente a situação de ministros mordendo os lábios ou franzindo a testa enquanto dançam e, no entanto, a música não está expressando aquilo que eles estão mostrando em seus rostos. E isso empobrece a apresentação. A música não passa o que precisa passar e a dança não toca o quanto precisa tocar. Quando o ministro não expressa a música em seu rosto, esta não atinge seu objetivo, sua compreensão fica prejudicada.

Tão importante é a fisionomia do dançarino, que ele consegue, com seu rosto, fazer com que todos sintam o mesmo que ele. Se a música expressa dor, todos sentem o seu sentimento de dor. Uma música alegre, por meio da fisionomia, pode contagiar a todos que estão participando do momento de louvor. É a expressão que auxilia. Se ela está incompleta, a comunicação entre o público e o dançarino fica com ruídos.

Para mudar esse contexto, algumas medidas podem ser tomadas. A primeira delas é procurar exercícios que trabalhem a expressão. Para isso, pode-se ter o auxílio, por exemplo, de um ministério de teatro ou até mesmo de um intérprete de Libras. No teatro existem muitos exercícios que aprimoram essa área da expressividade. Quanto à língua de sinais, é uma língua extremamente expressiva, porque utiliza da fisionomia na composição dos sinais. Existem muitas atividades que podem auxiliar na expressão fisionômica.

Outra medida a ser adotada é que os ministros procurem, nos ensaios, expressar em sua totalidade a música que estão dançando. Para isso, após a coreografia ser aprendida por todos, é necessário que uma parte observe a outra dançando. Nesse momento é possível perceber os problemas coreográficos e expressivos. Outra forma de verificar a mesma coisa é gravar o ensaio e depois passar para todo o ministério, a fim de que cada dançarino observe sua performance e possa entender quais pontos necessitam de aprimoramento.

Diversos são os recursos a serem adotados pelos ministros de dança para aperfeiçoar seu dom. Ensaiar passos é importante, mas sentir a música é essencial. A oração é um ponto chave. Se o ministro reza com a música que vai dançar é capaz de senti-la melhor e, assim, pode expressar melhor aquilo que a música pede. Isso porque transformou a oração em dança, então é mais fácil expressar o louvor, a súplica, a intercessão por meio de seu rosto.

Faça a experiência de aperfeiçoar esse ponto e você vai perceber como sua dança tocará mais pessoas. E, cuidado! Ela pode tocar até você mesmo quando estiver se assistindo. O Espírito Santo sopra onde quer e nós precisamos estar abertos para que Ele nos alcance e alcance àqueles que o Senhor nos confiar!

                                                                          

Por Cláudia Pessoa, Membro Comunidade Recado.

 

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