Dicas de como ministrar o louvor no Grupo de Oração – Parte 5: Funções do ministro de louvor.

Dicas de como ministrar o louvor no Grupo de Oração – Parte 5: Funções do ministro de louvor.

Em muitas realidades e grupos são utilizadas expressões e formas de condução provenientes de igrejas evangélicas. Esse é um assunto bem sério, pois Deus nos deu uma identidade: somos Católicos Apostólicos Romanos. Outras comunidades eclesiais cristãs[1] possuem outra identidade. Elas possuem uma forma de rezar que não é o nosso jeito de rezar. É preciso evitar os “modismos” nessa área, a todo custo. No mundo afora existe a mania de copiar tudo aquilo que está dando certo e isso tem se infiltrado também em nosso meio. Não devemos e não podemos cair nos enganos de que isso conquista algum público, porque não conquista. Pode até mesmo esvaziar nossos grupos e comunidades, porque as pessoas que estão ali são católicas e não irão se identificar com a maneira de rezar de outras denominações. Isso sem levar em conta que toda cópia é extremamente inconveniente! Quando ouvimos pessoas se queixarem ao entrar em grupos por não se sentirem bem com a forma da pregação e da condução, com gritarias e sensacionalismo, geralmente trata-se de um choque entre costumes de nossa Igreja e de outras igrejas.

Situação ainda mais grave ocorre quando uma pessoa, sem muita formação doutrinária, sem uma experiência com o ser católico, percebe qualquer semelhança entre nossos grupos e Missas e aos cultos evangélicos, e acaba caindo em um perigoso relativismo, achando que tudo é igual. Mas, sabemos que não é. O uso de músicas evangélicas induz ao mesmo fim. Cópia não é ecumenismo! É muito diferente. Cópia é a perda da identidade!

Quero falar também sobre uma pergunta que sempre me fazem: “o ministro de música pode rezar com o povo no microfone”? Sem dúvidas, sim! É bom, e se torna até mesmo um apoio para a fluidez da oração. No entanto, deve-se evitar encobrir a voz do grupo de pessoas. Somos uma só assembleia e o ministro precisa ser um com todos. É preciso lembrar que se você está com um microfone e com caixas que amplificam o volume da sua voz, é necessário rezar utilizando menos volume vocal, para não sobressair às pessoas. Com a oração ou canto em línguas deve acontecer da mesma forma: afastamo-nos um pouco do microfone para não nos sobrepormos à voz do povo, mas sermos apenas sustento.

Às vezes, acontece do cantor querer ministrar junto com a pessoa que está ministrando o louvor. Isso acontece devido ao costume de sempre estar à frente e, na hora, não se conter. Passar à frente ou atropelar o ministro de louvor é incorreto. Quem está à frente é o ministro de louvor, quem está no vocal somente canta! Caso tenha alguma moção, deve comunicar-se discretamente com o ministro de louvor, preferencialmente enquanto este não estiver ao microfone.

É muito bom quando o ministério de música está também aberto às palavras de profecia e ciência, e às moções do Espírito Santo, levando tudo isso àquele que está ministrando a oração ou o louvor! Isso é comunhão, é intimidade dentro do ministério e causa um clima gostoso de harmonia, pois somos um só corpo.

[1]Expressão usada para designar outras igrejas cristãs que não são a Igreja Católica Apostólica Romana.

Por Luiz Carvalho – Fundador e Moderador da Comunidade Recado.

Fonte: TOZADORE, H.; CARVALHO, L. A Arte de Louvar. p. 78-79. 2016

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