Dicas de como ministrar o louvor no Grupo de Oração – Parte 3: Funções do ministro de louvor.

Dicas de como ministrar o louvor no Grupo de Oração – Parte 3: Funções do ministro de louvor.

Muitas pessoas não sabem ministrar o louvor e tentam colocar suas habilidades pessoais na tentativa de um bom resultado; temos como exemplo, a utilização de uma “veia” humorística que a pessoa tenha como dom natural. Isso pode até entreter bem as pessoas, mas não consegue levá-las à oração, ao louvor e ainda corre-se o risco de colocá-las em situações constrangedoras ou transformar o louvor em apenas, e nada mais que, uma brincadeira, o que é um resultado muito pior que qualquer outro.

Há casos em que Deus deseja que as pessoas se soltem e fiquem livres, e para isso podemos até usar de “brincadeiras”. Deus pode utilizar-se disso para quebrar os corações mais fechados, porque às vezes há corações tão fechados que nada acontece. Nesse caso, de forma organizada e muito alegre, deve-se conduzir o povo a “brincar”, se entrosar, viver a fraternidade e a percepção de ser comunidade, ser Igreja! Isso, quando movido pelo Espírito, abre os corações à oração e ao louvor sincero e profundo.

Outro aspecto ao qual devemos nos ater é o de nunca demonstrarmos timidez e insegurança ao povo, pois ele não seguirá as moções que você propuser, caso você mesmo não demonstre estar certo quanto a elas. Perca tempo treinando, ensaiando, observando os outros ministros mais experientes – o que não é sinônimo de copiar – e nunca se esqueça de pedir a Deus a graça.

Existem muitas formas de expressar a nossa fé e a nossa alegria em Deus. Temos uma identidade carismática e não devemos ter medo de ministrar o louvor aos moldes dessa identidade. Precisamos convidar as pessoas a participarem dessa maneira de rezar, entretanto, sabendo que nem todas corresponderão, porque não possuem essa identificação, e nós, ministros de louvor, não podemos forçá-las a participar.

O momento da ministração de louvor e oração não é momento de pregação! Fala-se somente o necessário, algumas palavras-chave para conduzir as pessoas ao louvor.

É importante observar ainda que nem todas as pessoas têm a habilidade de sincronizar gestos e palavras, como palmas, danças e orações vocais ao mesmo tempo, então é preciso tomar cuidado para não exigir demais da assembleia, mas perceber a forma que mais se encaixa ao perfil do grupo que está sendo conduzido no louvor.

Quando vamos conduzir as pessoas à oração no Espírito – o cântico em línguas –com fundo musical, é bom que os músicos sustentem a oração na harmonia para não correr o risco de sugerir às pessoas uma canção a ser orada, mas deixando-as livres no Espírito para orar e cantar conforme forem sendo inspiradas. Este é um detalhe pequeno, mas tem o poder de conduzir as pessoas a uma oração no Espírito, ou empurrá-las para uma oração impelida por impulsos humanos. Isso acontece principalmente quando a assembleia é formada por músicos que naturalmente possuem uma maior sensibilidade musical.

É importante que o condutor do louvor o faça de olhos abertos, a fim de perceber se as pessoas estão respondendo positivamente à ministração. Se o grupo não estiver correspondendo, é necessário ter esse discernimento, para que, em união com o Espírito Santo, encontremos Nele novas moções para persistir na ministração, até que elas estejam livres e abandonadas em Deus através de um louvor inspirado.

Por Luiz Carvalho – Fundador e Moderador da Comunidade Recado.

Fonte: TOZADORE, H.; CARVALHO, L. A Arte de Louvar. p. 76-77. 2016

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