Dicas de como ministrar o louvor no Grupo de Oração – Parte 2: Funções do ministro de louvor.

Dicas de como ministrar o louvor no Grupo de Oração – Parte 2: Funções do ministro de louvor.

Com algumas coisas importantes já ditas sobre a ministração, é extremamente necessário que tenhamos muita clareza no conhecimento das funções do ministro de louvor. Vejamos algumas:

1. Ser uma ponte entre Deus e a assembleia, um canal da graça para aqueles que ainda não têm uma abertura e intimidade com o Senhor;

2. Acolher, com alegria, através de cantos, palavras, gestos cativantes as pessoas que estão em reunião, fazendo-as vencer a timidez, ajudando-as a sair de si mesmas, de sua vergonha, cansaço, problemas e a voltarem-se para Deus;

3. E, como já foi citado, ser dócil às novidades do Espírito Santo para aquela assembleia e situação.

Nós, ministros de louvor, estamos à frente de um povo e, queiramos ou não, todas as pessoas estarão de olho em nós, portanto, é preciso cuidar de nossa aparência – zelo – e dar testemunho de que somos de Deus, de que pertencemos a Ele. Devemos saber o que vestir e o que não vestir, pois seremos exemplo para aqueles que nos veem.

As pessoas que estão reunidas precisam ser acolhidas. Muitas delas precisam estar ali, mas podem não estar desejosas por aquele momento, então nós precisamos ser as pessoas mais simpáticas e acolhedoras “da face da terra” para acolhê-las da melhor maneira. Então, não cabem “semblantes fechados” nem exortações, broncas ou palavras que criem uma barreira, ao invés disso, precisamos ser pontes, porque a nossa intenção é atrair, acolher e testemunhar com o nosso ser; pois, naquele momento, os presentes poderão ter um encontro inesquecível com Deus.

Não adianta querer levar as pessoas a uma experiência com Deus se você não viveu isso anteriormente. Não há uma técnica infalível senão a nossa experiência pessoal.

Nem todo ministro de louvor é músico, mas precisa ter o mínimo de conhecimento musical para não atrapalhar o andamento da música. A música possui uma métrica e, no momento da ministração, ela precisa ser respeitada. Por isso, uma boa dica é não ficar trocando muitas vezes de música em um único momento da condução, mas procurar unir músicas com a mesma tonalidade, a fim de proporcionar um aprofundamento no louvor e na oração, e não ficar quebrando o clima de oração ao trocar uma música por outra. É preciso conhecer bem a letra. Caso não conheça ou não tenha segurança, tenha-a em mãos.

Nós temos a facilidade de nos acostumar com as coisas, inclusive com a ministração, e com o tempo, passamos a confiar tanto em nós que deixamos de ouvir o Espírito Santo e passamos a fazer tudo conforme já estamos acostumados. Isso inibe a ação do Espírito, e a assembleia, por sua vez, não é transformada, porque a graça foi barrada nas nossas seguranças, na nossa carne.

Precisamos ser diferentes! As pessoas, às vezes, reclamam que os grupos de oração estão se esvaziando. Isso acontece porque os frequentadores mais assíduos já podem saber exatamente o que encontrarão lá. Se tudo for de acordo com a nossa humanidade, ao invés de movido pela ação do Espírito, seremos imobilizados pela ausência da boa notícia de Deus. A novidade, o movimento do Espírito só vem quando nos colocamos à disposição, quando perguntamos como o Espírito quer agir. Deus tem capacidade o bastante para fazer-se ouvir por nós!

Por Luiz Carvalho – Fundador e Moderador da Comunidade Recado.

Fonte: TOZADORE, H.; CARVALHO, L. A Arte de Louvar. p. 74-76. 2016

CLIQUE AQUI para saber o que é possível fazer pela arte católica no Brasil.