Dicas de como ministrar o louvor no Grupo de Oração – Parte 1

Dicas de como ministrar o louvor no Grupo de Oração – Parte 1

Trago aqui algumas dicas, fruto de minha experiência em ministrar a música em grupos de oração, retiros e shows.

A real clareza que devemos ter é que, antes de tudo, ministrar o louvor é uma graça de Deus, é algo que não se aprende, pois depende inteiramente da graça de Deus. Venho trazer, nesse capítulo, dicas de como conduzir o louvor, principalmente no que diz respeito às atitudes que não se deve ter. Reforçando o que já foi dito: o que fazer, só Deus sabe e comunica a nós!

O ministro de louvor é aquele que tem uma graça, uma unção, uma capacitação dada pelo Espírito Santo, e o papel dele é levar as pessoas de uma determinada assembleia a deixarem de olhar para si mesmas para se encontrarem com Deus.

Acontece que cada assembleia é completamente diferente uma da outra, cada lugar é um lugar peculiar, cada dia é um dia específico! Até mesmo em um determinado grupo que se reúne sempre, no mesmo horário e local, com as mesmas pessoas, há diferenças na maneira de se conduzir o louvor, porque, mesmo com o grupo idêntico, as pessoas que o compõe jamais estarão do mesmo jeito de um dia para outro – mudam o humor, a disposição, o comportamento, os sentimentos e as sensações. E só Deus conhece o coração de todos, um a um. Só Ele tem a capacidade de entrar em cada coração e atraí-los para Si.

O Documento 62 da CNBB nos diz: “Ministério é, antes de tudo, um carisma, ou seja, um dom do Alto, do Pai, pelo Filho, no Espírito, que torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades, serviços e ministérios em ordem à salvação.”

Nosso ministério é um carisma e vem do céu, vem de Deus! Tratando-se como tal, é preciso clamar a Deus por ele, pois é algo sobrenatural, ou seja, eu não possuo por mim mesmo. Deus nos dá esse carisma por Seu Filho Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo ordenando tudo à salvação.

Nós, ministros de louvor, temos essa capacidade, porque o louvor é a chave que abre os corações; que leva as pessoas a dobrar- se, curvar-se diante de Deus; que faz as pessoas se abrirem para Deus ter a possibilidade de entrar.

Deus quis precisar de ministros para realizar Suas obras e para levar as pessoas à abertura e consciência de que foram criadas para a salvação e não para a perdição, e para ensiná-las a assumir isso. O dom de realizar cada um desses elementos é chamado carisma. Quem recebe o dom para exercer esse ministério deve colocar-se na presença de Deus sempre que for chamado a servir, e pedir, humilde e verdadeiramente, que Deus lhe dê a graça de ser Seu canal.

Não podemos cair na tentação de fazer só “da maneira que já sabemos”. Faremos as pessoas se alegrarem, pularem, se animarem, poderão achar lindo, entretanto, esse ministrar em “ordem da salvação” não acontecerá, pois somente se dá quando o carisma de ministrar o louvor é utilizado. Por isso, em muitas situações, as pessoas entram e saem de um momento de louvor, mas não mudam, não são transformadas, porque a condução do momento foi meramente humana. O “humano” é capaz de até ministrar com beleza, demonstrar que tudo foi bem ensaiado, bem estruturado. No entanto, ser ministro em “ordem de salvação” só acontecerá pela graça de Deus e essa é a primeira e maior necessidade do ministro de louvor. Alguns requisitos técnicos são importantes, mas, sem o auxílio da graça, nada acontece, não há frutos. Por isso, é preciso clamar a Deus por essa graça.

Por Luiz Carvalho – Fundador e Moderador da Comunidade Recado.

Fonte: TOZADORE, H.; CARVALHO, L. A Arte de Louvar. p. 73-74. 2016

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