Como celebrar bem o Advento nos dias de hoje

Como celebrar bem o Advento nos dias de hoje

Advento vem do latim adventus, significa chegada, vinda. O Tempo do Advento é um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, mas é também um tempo em que vivemos a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos, a parusia.

É o início de um novo Ciclo Litúrgico; diferente do ano civil, a Igreja inicia seu ano novo a partir do 1º Domingo do Advento e termina na última semana do Tempo Comum, onde de celebra a solenidade de Cristo Rei, tem duração de quatro semanas. A cor do Tempo do Advento é o roxo. A cor roxa no Advento, não significa propriamente penitência, mas sim recolhimento, sobriedade, um recolhimento que alimenta uma esperança, a vinda do Senhor.

No terceiro Domingo do Advento temos o Domingo Gaudete, Domingo da Alegria. Essa alegria é por causa do Natal que se aproxima. O nome de Domingo Gaudete refere-se à primeira palavra do intróito (oração com que o padre dá início à Santa Missa) desde dia, que é tirado da segunda leitura que diz: ”Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos, pois o Senhor está próximo” ( Fl 4, 4). Nesse dia, pode-se usar cor-de-rosa, por ser uma cor mais suave.

O Advento é o tempo da expectativa (esperamos o Cristo), e o cristão é chamado a vivê-lo em plenitude para poder receber dignamente o Senhor no momento em que vier. Mantendo-se vigilante na fé, na oração, estar atento e disponível para reconhecer os sinais da vinda do Senhor em todas as circunstâncias e momentos da vida, até o fim dos tempos.

Na Celebração Eucarística devemos estar atentos quanto às características desse tempo: a expectativa vigilante e alegre, a esperança, a conversão, a pobreza.

É um tempo de recolhimento, de escuta, de oração. Tempo de preparação, tanto para o Natal, quanto para a Segunda Vinda do Senhor; de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que, veio, que vem e que virá.

Por isso, a atenção no momento da preparação da Celebração Eucarística; na ornamentação, na escolha das músicas, do instrumental utilizado, da forma de cantar a Celebração.

O Músico, em especial, tem que saber, por exemplo, que nesse tempo não se canta o Glória, com exceção do Domingo Gaudete. Procuremos sempre estar atentos à liturgia da Palavra, para que as escolhas dos cantos estejam de acordo com o que se está celebrando.

“A música sacra será, por isso, tanto mais santa quanto mais intimamente unida estiver à ação litúrgica, quer como expressão delicada da oração, quer como fator de comunhão, quer como elemento de maior solenidade nas funções sagradas. A Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas.” (SC n. 112)


Por Flávio Cavalcante, Membro da Comunidade Recado.

 

 

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