Artista, seus vasos são de barro ou porcelana?

Artista, seus vasos são de barro ou porcelana?

O apóstolo Paulo fala, em sua carta aos Coríntios, muitos ensinamentos, e exortações para a prática de valores e condutas cristãs. Em 2 Cor 4,7, diz: “Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós”.

Assim como Paulo, nós, artistas, temos um tesouro especial, um dom. E se é dom, é dado, é uma graça, portanto, não é nosso, devemos apenas administrá-lo – e administrá-lo muito bem. O que ocorre, porém, é que muitos se utilizam desse tesouro especial para se sentirem maiores que os outros que, aparentemente, não o possuem.

Neste momento, artista, pensemos na nossa missão. Como está a nossa conduta em relação aos nossos tesouros e ao nosso serviço doado à Igreja? O que estamos fazendo com nossos dons? Estamos carregando em vasos de barro, simples, ou estamos carregando em vasos de porcelana de mais alta valia?

Aqui, lembro de Jo 3, 30: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua”. Carregar nossos tesouros em vasos de barro, assim como Paulo, é permitir-se que a nossa matéria-prima seja a humildade, uma vez que barro lembra terra, pó, de lá viemos e para lá retornaremos (Cf. Gn 3,19). Não somos maiores ou melhores por sabermos cantar, dançar, atuar, escrever, ou qualquer outro dom artístico. Que os nossos vasos sejam de barro, que a mansidão e a humildade – as virtudes do Coração de Jesus – sejam a única matéria-prima e o ornamento de nossas vidas.

 

Por Victorya Vieira, Membro da Comunidade Recado