A virtude da Prudência

A virtude da Prudência

Segundo o dicionário Aurélio, a palavra prudência é um substantivo feminino que significa cautela; circunspecção; sisudez; tino. Não se confunde nem com timidez ou  medo, nem com duplicidade ou dissimulação; prudência é uma virtude que dispõe a razão prática para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e para escolher os justos meios de o atingir.

São Tomás de Aquino diz: “A prudência é a regra certa da ação”, quando cita Aristóteles. O objetivo da vida virtuosa é tornar-se semelhante a Deus, por isso esses condões nos ajudam a regular nossos atos, ordenando nossas paixões, propiciando facilidade, domínio e alegria para levar uma vida moralmente boa.

“A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, procura-o e escolhe-o na prática.” (CIC 1803)

A prudência é chamada auriga virtutum, isto é, a condutora das virtudes, porque guia as demais, indicando-lhes a regra e a medida.

No Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus, capítulo 25, versículos de 1-13, temos o texto das dez virgens, das quais cinco eram prudentes e as outras cinco eram sem juízo, tanto que acabaram por perder a chegada do noivo e adentrar a festa das núpcias, pois não levaram consigo o óleo para repor nas lâmpadas no momento da vigília.

Não podemos ser imprudentes como essas virgens que não levaram o óleo. Neste texto bíblico, o óleo refere-se à nossa vida, que é dom de Deus. Assim, não podemos vivê-la de modo improvisado, porque é com essa vida que seremos julgados.

Sejamos prudentes no dia a dia, enquanto esperamos a vinda de Cristo. “... fiquem vigiando, pois vocês não sabem qual será o dia, nem a hora.” (Mt 25, 10)

Busquemos a presença de Deus na oração, nos sacramentos, na leitura da Palavra, nas orações marianas, pois, assim, conseguiremos permanecer vigilantes, até que o Senhor nos venha para apresentar a vida eterna.

 


Por: Ana Amélia Zanotto Reigota

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